É tempo de crise. Em
todo mundo os
governos implementam
políticas de
contenção daquilo
que se chama
recessão na
economia.
Originada pelo
sistema de
especulação
financeira, a crise
econômica começa a
apresentar seus
reflexos na economia
real da população.
Desemprego, alta dos
alimentos e
combustíveis, são
algumas reações
provocadas pela
irresponsabilidade
da auto regulação do
mercado. Dependente
do humor financeiro
dos especuladores, a
economia mundial se
vê hoje com a
necessidade de rever
sua própria dinâmica
de funcionamento, já
que forçados pelo
atual conjuntura,
até mesmo a elite,
vem a defender a
intervenção do
Estado na economia.
A defesa desta
intervenção sempre
foi feita pelos
movimentos sociais e
partidos de
esquerda, que
propuseram ao longo
da história a
necessidade do
Estado ser indutor
das políticas
sócio-econômicas.
Esta proposição
sempre visou que a
economia fosse
gerida a fim de
atender as grandes
demandas populares,
na perspectiva da
distribuição de
renda para
diminuição da
pobreza e da
desigualdade social.
Com sua linguagem
falseada e
sustentada pelos
grandes meios de
comunicação, a elite
brasileira está
organizada para
levar suas
"propostas" de
contenção da crise a
cabo. Flexibilização
e cortes de gastos,
são algumas das
nomenclaturas mais
usadas neste
momento. A FIESP
(Federação das
Indústrias do Estado
de São Paulo), por
exemplo, alem de
pedir ajuda
financeira, entregou
ao governo federal
uma proposta de
flexibilização das
leis trabalhistas.
Flexibilização que
fundamentalmente se
resume a redução dos
salários dos
trabalhadores. Ou
seja, mais uma vez
quem paga o pato são
as classes de baixa
renda, que em
momento algum
tiveram
responsabilidade no
surgimento desta
crise.
No mesmo sentido a
juventude de nosso
país é afetada.
Segmento que
representa cerca de
40% da mão de obra
no Brasil, hoje se
vê mais uma vez nas
mãos do sistema
financeiro como
objeto de garantia
da continuidade do
sistema capitalista.
Alem disso, por
conta da
proliferação das
universidades
particulares
realizada na década
de 90, boa parte dos
estudantes destas
instituições corem
grandes riscos de
terem seus estudos
parados, já que
varias destas
universidades, como
a Unianhanguera, tem
ações na bolsa de
valores, que neste
momento propõe corte
de gastos em sua
estrutura interna.
Jovens trabalhador@
s que lutam para
concluir um curso
superior, vêm suas
vidas estudantis em
risco por conta da
gula financeira dos
tubarões de ensino.
Neste sentido o
movimento estudantil
em conjunto com o
movimento social,
precisa organizar
ações que embasadas
numa proposta de
contenção da crise,
possa interferir
diretamente pra que
a juventude e o povo
brasileiro não sejam
obrigados a pagarem
uma fatura que não
são suas.
Mobilizações em
torno de bandeiras
concretas são
fundamentais para
que a classe
trabalhadora,
através dos
movimentos sociais,
seja ouvida neste
momento.
Devemos ir para as
ruas defender a
redução da jornada
de trabalho sem
redução de salários,
para que haja
geração de emprego
em nosso país na
contraposição aos
cortes de gastos
(lê-se cortes de
verbas para educação
e saúde) propostos
pela elite. Devemos
ir para as ruas
defender 10% do PIB
para educação, pois
é através da
expansão da educação
publica, gratuita,
emancipadora e
cidadã que vamos
garantir o
desenvolvimento de
nosso país
produzindo pesquisa,
ciência e tecnologia
para atender as
demandas populares.
Acima de tudo
devemos ir paras as
ruas defender MAIS
ESTADO, para frear
as conseqüências
danosas da auto
regulação do
mercado.
A juventude
brasileira precisa
estar atenta a esta
nova conjuntura,
pois o nosso
protagonismo irá
derrotar de vez o
neoliberalismo no
mundo, influenciando
para a construção de
um novo modelo de
sociedade.
A disputa de
corações e mentes
deve ser feita dia a
dia, na busca da
mudança de valores e
da cultura, fazendo
com que as pessoas
cada vez mais
defendam o meio
ambiente e a vida em
detrimento do
capital.
Esta disputa é
central para
influenciarmos na
construção de um
país cada vez mais
democrático e
soberano, onde a
juventude não seja
refém daqueles que
só pensam em seu
próprio bem estar.
Tales de
Castro Cassiano
Vice-Presidente da
UNE
Movimento Mudança
Movimento de Ação e
Identidade
Socialista - PT
E-mail:
talesune@gmail.com
Tels.:
(011)9469-5390 /
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