A economia brasileira apresenta uma situação que deixa
os economistas das mais variadas tendências com
dificuldade de dar as devidas explicações. Para o leigo
é difícil entender o que vem a ser a elevação da taxa de
juros por parte do Banco Central. E as discussões sobre
as medidas necessárias para controlar a entrada
excessiva de dólares. E mais, a preocupação da área
governamental em relação ao crescimento da produção e do
consumo e seus riscos para a estabilidade da economia.
Por sinal, isto se dá exatamente porque se constatou uma
elevação no campo social. Pois agora surge um grande
problema, proveniente desse crescimento. Há uma
constatação de falta de mão de obra especializada para
dar seguimento ao aumento da produção em vários ramos
econômicos, principalmente na área industrial O
empresariado que jogou sempre com o poder de comando,
contratando e demitindo a mão de obra de acordo com os
seus interesses, agora se vê obrigado a fazer concessões
e não apenas em termos salariais, mas também em outras
vantagens para segurar os melhores empregados,
proporcionando um treinamento para que eles possam
desempenhar funções mais especializadas. É a competição
entre empresas não apenas em relação à produção, mas em
relação à garantir o efetivo funcional necessário. Cabe
então algumas considerações em relação a esta questão. E
pode-se começar pela avaliação em relação ao novo quadro
no campo social. Um pais como o nosso, com uma dimensão
continental, com uma vasta e extensa produção e
exploração de matéria prima, finalmente caminha para a
sua transformação, de modo a ganhar no valor agregado. E
isto precisa de pesquisadores, uma outra área que exige
investimentos e que até então tinha alguma limitação. É
preciso citar que as políticas adotadas em anos recentes
foi muito promissora, favorável à mudanças nas classes
sociais, trazendo mais consumidores e coincidentemente
num momento em que os principais países que dominavam a
economia mundial entravam em crise. Estão portanto
lançados os desafios, ou seja, é preciso que se façam
investimentos em treinamento, em preparação de mão de
obra. E em pesquisas. É o momento adequado para que
efetivamente o Brasil ocupe o seu lugar de potência
econômica. Os benefícios serão efetivos. E este é o
desafio para os especialistas, na apresentação de
proposições que superem as divergências no campo
ideológico, pois o interesse social interessa a todas as
áreas. E que continue em cena a disputa pela mão de
obra, um sinal de efetivo crescimento que tanto
precisamos.
.......................................................................................................................
Uriel Villas Boas - Secretário de Previdência da
FITMETAL/CTB.CGTB-Presidente da Asimetal - 07.04.11
LEIA TAMBÉM, DE
URIEL VILLAS BOAS: