Uriel Villas Boas

Coordenador da Corrente Sindical Classista - CSC  da
Baixada Santista.

UM INTERCÂMBIO MUITO IMPORTANTE

 

A busca do aperfeiçoamento das atividades portuárias em nossa região tem mais uma etapa em andamento. Desta feita, além dos representantes do Poder Público Municipal, de  instituições da área de ensino, de empresários portuários, do Ogmo e da Codesp, foram convidados e fazem parte da delegação que seguiu para a Europa no sábado dia 24, um grupo de sindicalistas. Nesse caso, passam a ser considerados como representantes de nossa região numa visita a alguns portos importantes do continente europeu.

A visita será feita às instalações portuárias  e também a Centros de Treinamentos para quem está ligado às atividades nos portos da Holanda e Bélgica.

Nunca é demais repetir que o porto de Santos tem juma grande importância para a economia brasileira. A cada ano cresce a movimentação de navios, tanto de cargas como de passageiros. Apenas a titulo de comparação, merece ser citado o fato de que na primeira década dos anos noventa, o recorde de movimentação de carga atingiu pouco mais de vinte e cinco milhões de toneladas. A previsão para o ano em curso está na faixa de quase oitenta milhões. E com tendência a um crescimento continuo nos anos seguintes.

Em paralelo ao aumento do movimento, surgem muitos problemas, entre os quais a preparação da mão de obra a ser usada nos equipamentos modernos que vão sendo implantados gradativamente. As operadoras não perdem tempo e procuram aumentar a produtividade, criando então um impasse com a classe trabalhadora das várias categorias.

É preciso frisar que os problemas em relação à segurança do trabalho são antigos e sempre mereceram críticas, para que fossem solucionados. E agora a questão a ser superada é a distribuição das atividades, de modo a assegurar os rendimentos que os trabalhadores reivindicam, pelos lucros que proporcionam.

As atividades portuárias em todo o mundo passam por grandes inovações tecnológicas. Como se sabe, dependendo do equipamento usado, isto pode significar o risco de redução do mercado de trabalho. Como este problema está sendo enfrentado nos vários países. Leve-se em consideração que são comuns as ligações  dos operadores que em grande número são empresas multinacionais. A classe trabalhadora por conseqüência, também precisa  agir de forma internacionalista, trocando informações e discutindo ações conjuntas num âmbito bem amplo. Por certo, nesta viagem  serão mostradas as formas adotadas para o aperfeiçoamento das atividades, mas os sindicalistas que estão na delegação terão a oportunidade de buscar informações com seus companheiros de outros países, acrescentando esse fator positivo à viagem que ora estão fazendo.

Isto significa que no retorno teremos muitas novidades, tanto em relação aos entendimentos entre patrões, empregados e a área pública, como também na motivação para que os trabalhadores possam mostrar suas posições em defesa dos postos de trabalho, de uma remuneração adequada e de condições que assegurem a tranqüilidade de trabalhar sem riscos de acidentes.

Todos os que entendem a vinculação do porto com a comunidade precisam mostrar interesse no desdobramento das atividades que estão sendo levadas nos últimos meses.

Uriel Villas Boas – Coordenador Regional da CSC-Corrente Sindical Classita


 

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