Um levantamento recente constatou que a cidade de Santos
conta com um total de 121 sindicatos de trabalhadores.
Um número por demais expressivo e que de certa forma
deveria motivar a classe trabalhadora da Região em
relação às lutas pelos mais diferentes objetivos. Um
deles, o principal, a garantia de emprego com salário
condizente. Mas infelizmente isto ainda não está
acontecendo na maioria das categorias. Se levarmos em
conta alguns pontos da história do movimento sindical
brasileiro,aqui havia a identificação de República
Sindical para caracterizar a forma de encaminhamentos
adotados pelos sindicalistas para pressionar a classe
patronal. Qual deve ser o nome a ser adotado nos tempos
atuais? E mais, efetivamente, quais as principais
reivindicações que são as bandeiras de luta operária e
que motivam os trabalhadores a comparecerem às
Assembléias e às manifestações promovidas por suas
entidades? E mais, quais as razões que tem impedido as
ações conjuntas? O atual sindicalismo brasileiro conta
com seis Centrais Sindicais registradas oficialmente,
além de outras agremiações reunindo tendências
políticas, sem a preocupação da oficialização como
Central. Mas falta, por parte de todas as direções, o
uso de mecanismos que permitam a mobilização unificada
em torno de alguns pontos que são comuns a todos os
trabalhadores. Entre eles, por certo, a estabilidade no
emprego, o nível salarial adequado, a estrutura sindical
representativa em cada local de trabalho, a data base
unificada, o respeito ao direito dos aposentados, enfim,
algumas questões que motivam a participação das
categorias as mais diferentes e sobretudo, sem levar em
conta cargos ou funções. Esta é uma questão que deveria
merecer uma grande atenção, para evitar muitos problemas
e num tempo que não está tão longe, pois a classe
patronal faz todos os esforços para evitar os avanços e
as conquistas dos trabalhadores. Com um movimento
sindical atuando de forma unificada, há o reflexo no
campo social e até a classe patronal leva suas
vantagens, pois com emprego e salário, há acesso ao
consumo. Como se constata, existe um grande desafio a
ser enfrentado.
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Uriel Villas Boas - Secretário de Previdência da
Federação Interestadual dos Metalúrgicos.CTB.CGTB-Presidente
da Asimetal -Associação dos Siderúrticos e Metalúrgicos
Aposentados da Baixada Santista = 15.01.12
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