O movimento sindical brasileiro está dando alguns passos
no sentido de buscar a unidade. E isto está acontecendo
numa área muito importante, os encaminhamentos de
questões relacionadas com a Previdência Social. Que
atinge interesses não apenas de quem está aposentado,
mas também de quem ainda está na ativa. De inicio é
preciso ressaltar que a situação é por demais complexa.
A aposentadoria pode de certa forma ser considerada como
a devolução de valores que o obreiro pagou durante um
determinado período, acrescentando-se também a
contribuição por parte da classe patronal. É uma das
hipóteses. Mas há outras situações, como a aposentadoria
especial, concedida a quem trabalha em situações de
risco à saúde, aposentadoria por idade ou por tempo de
serviço e por invalidez. E depois de aposentado começa o
grande problema que é a remuneração. O atual sistema de
Previdência foi aprovado no final da ditadura Vargas,
nos idos de 1943. A partir de então o sindicalismo
acompanhou as mudanças propostas por especialistas da
área governamental. E em quase todas elas as reclamações
foram muitas, tanto no campo político, sem muito
sucesso, como na área judicial. E agora a situação tende
a se agravar. No final dos anos noventa, ainda no século
passado, o Governo de então introduziu uma sistemática
que dificulta a concessão da aposentadoria. É o
denominado fator previdenciário, que provoca uma redução
no valor a ser pago a quem apresenta seu pedido de
aposentadoria. Temos então as duas questões a serem
consideradas como armas que unem o movimento sindical e
deve ser o ponto de partida para uma luta que atinge o
campo econômico e político. O atual Governo aponta para
a possibilidade de negociar estes dois pontos e as
Entidades nacionais estão dispostos a discutir propostas
e alternativas que efetivamente contribuam para a
solução do problema que a cada ano se agrava.O que não
se pode admitir é omissão de quem representa os
trabalhadores das mais diferentes categorias. E quanto
mais o tempo passa, mais difícil fica encontrar uma
forma de contentar a todos os interessados. E mais
importante ainda, o tempo se coloca contra os principais
interessados, os trabalhadores, que por sua vez, não
podem ficar esperando soluções . Não está longe o
momento, inclusive, de mudanças radicais na Previdência,
com a implantação de mecanismos usados em todo o mundo,
a aposentadoria apenas por idade. É mais um ponto a
motivar a mobilização.
Uriel Villas Boas - Presidente da Asimetal-Associação de
Aposentados Siderúrgicos e Metalúrgicos do Litoral
Paulista - Secretário de Previdência da FITMETAL-CTB -
01.02.12
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