O porto de Santos tem estado em evidência em razão das medidas que estão
sendo tomadas tanto em relação às operações normais como também na busca de
soluções para os problemas que envolvem os milhares de trabalhadores e
usuários que fazem parte das rotinas portuárias. O tema é muito
diversificado. No caso mais recente, além da viagem da caravana santista ao
exterior, deve ser citada a assinatura do convênio para a implementação de
cursos de aperfeiçoamento da mão de obra.
Mas estamos em um momento diferente também, por outras razões.É que
ao chegar o fim do ano, as comemorações de Natal passam a fazer parte da
imaginação mesmo daqueles que não tem qualquer vinculação com as
festividades cristãs. Afinal, é uma forma de demonstrar carinho pelas
pessoas que de alguma forma fazem parte de um circulo afetivo. Esta deveria
ser uma prática de todos os seres humanos e não necessariamente apenas no
Natal. Mas sabemos que isto não acontece. Por várias razões. É o
preconceito, os problemas sociais, a pobreza, enfim, são várias as razões,
que exigem de quem tem bom senso, de quem imagina uma sociedade diferente,
um comportamento também diferente. Sem levar em conta os preceitos de
qualquer religião.É preciso considerar de forma profunda a importância da
busca da igualdade, não embasada em atitudes paternalistas. ou escudada em
contribuições e ofertas que possam ser caracterizadas como um presente, mas
que na realidade tem uma outra conotação. E que em nada contribuem
para estimular o crescimento social.
Dai a emoção que atinge a quantos tem sensibilidade e que tem a oportunidade
de assistir uma apresentação de um grupo de crianças e adolescentes a quem
foram dadas noções básicas de ballet. Isto mesmo, ballet. A jovem professora
Renata de Cezare mostrou como uma criança pode ser incentivada a gostar de
arte na sua verdadeira essência. Eles e elas, em movimentos lindos deixam
entusiasmados aos que foram ao antigo Mercado Municipal de Santos na tarde
de sábado dia 15, onde um palco foi armado para que pudessem mostrar que nem
tudo está perdido. A iniciativa da "Oficina do Futuro" dá um grande
alento àqueles que moram naquela região, tão desgastada, mas que
está recebendo incentivos para que volte a permitir uma vida decente e que
também seja frequentada não apenas pelos santistas, mas por pessoas de
outras localidades. Quem assistiu ao espetáculo, por certo pode se
considerar como tendo recebido um grande presente de fim de ano. São
momentos assim que nos levam a refletir que é possível colaborar para as
mudanças na sociedade da qual fazemos parte.
Uriel Villas Boas - Coordenador da CSC - Baixada Santista
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