As atividades produtivas exigem cada vez mais a especialização. É a luta
para ocupar o espaço no mercado, que em todas as atividades exige
competência, organização, menos despesas e mais produtividade. Esta é uma
prática que tem sido adotada nas mais diferentes áreas, seja na produção
como no comércio. E produção no caso envolve a área da agricultura, da
indústria em seus diversos ramos, a área de projetos na busca de novidades e
aperfeiçoamento do que já é produzido.
E a lucratividade envolve também um segmento da maior importância, ou seja,
o sistema de transporte. Das mais diferentes formas, sem um apoio decidido
dessa área, a produção sofre muitas dificuldades. E pode-se até afirmar
taxativamente que sem transporte, a produção não atinge seus objetivos.
E quais são os meios adequados? Se levarmos em consideração as dimensões
territoriais de um país como o Brasil, todos os meios são válidos, desde que
haja a adequação dos equipamentos e das vias utilizadas. Infelizmente em
todos os meios habituais temos muitas dificuldades. E em alguns casos
nota-se efetivamente a falta de um planejamento adequado. Basta ver que
a uma parcela significativa do transporte de mercadorias e de produtos
agrícolas, dá-se destaque ao uso de caminhões, cujo preço de frete é mais
caro. Sem esquecer que as condições das rodovias, com muita falta de
investimento dificulta em muito a movimentação da produção. E para
completar, os caminhões em alguns centros de grande concentração de veiculos
provocam imensos congestionamentos, com reflexos inclusive nas condições
ambientais. O transporte ferroviário por sua vez, tanto em relação a
passageiros como a mercadorias, está reduzido a limites mínimos, o mesmo
acontecendo à navegação de cabotagem.
Como se pode perceber, há muito que fazer numa área que é essencial. E as
providências dependem do Poder Público. Mas não só. É preciso que os
investimentos levem em consideração o interesse de uma ampla gama de
segmentos. Que precisam contribuir não apenas com propostas, mas com
compromissos no campo econômico, com reflexos na árera social. Um sistema
que privilegie a navegação, seguida do transporte ferroviário e por fim, o
rodoviário. E não se pense que isto vai significar a redução do trabalho dos
caminhoneiros. Ao contrário, pois o entrosamento consolidará esquemas que
levem em conta espaços próprios. As cargas, por exemplo, podem ser levadas a
locais onde serão depositadas. A seguir, o transporte ferroviário a levará
aos portos maritimos e fluviais. Ganham todos, inclusive a comunidade das
cidades.
Uma coisa fica evidenciada. Se não houver um efetivo empenho na busca de
soluções, os prejuizos serão de todos.
Transporte de qualidade é essencial para atender aos interesses de quem
produz e de quem consome a produção.
Uriel Villas Boas - Coordenação da CSC/Baixada Santista
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