Uriel Villas Boas

Coordenador da Corrente Sindical Classista - CSC  da
Baixada Santista.

UM TRANSPORTE MAIS COMPETITIVO

 

As atividades produtivas exigem cada vez mais a especialização. É a luta para ocupar o espaço no mercado, que em todas as atividades exige competência, organização, menos despesas e mais produtividade. Esta é uma prática que tem sido adotada nas mais diferentes áreas, seja na produção como no comércio. E produção no caso envolve a área da agricultura, da indústria em seus diversos ramos, a área de projetos na busca de novidades e aperfeiçoamento do que já é produzido.

E a lucratividade envolve também um segmento da maior importância, ou seja, o sistema de transporte. Das mais diferentes formas, sem um apoio decidido dessa área, a produção sofre muitas dificuldades. E pode-se até afirmar taxativamente que sem transporte, a produção não atinge seus objetivos.

E quais são os meios adequados? Se levarmos em consideração as dimensões territoriais de um país como o Brasil, todos os meios são válidos, desde que haja a adequação dos equipamentos e das vias utilizadas. Infelizmente em todos os meios habituais temos muitas dificuldades. E em alguns casos  nota-se efetivamente a falta de um planejamento adequado. Basta ver que a uma parcela significativa do transporte de mercadorias e de produtos agrícolas, dá-se destaque ao uso de caminhões, cujo preço de frete é mais caro. Sem esquecer que as condições das rodovias, com muita falta de investimento dificulta em muito a movimentação da produção. E para completar, os caminhões em alguns centros de grande concentração de veiculos provocam imensos congestionamentos, com reflexos inclusive nas condições ambientais. O transporte ferroviário por sua vez, tanto em relação a passageiros como a mercadorias, está reduzido a limites mínimos, o mesmo acontecendo à navegação de cabotagem.

Como se pode perceber, há muito que fazer numa área que é  essencial. E as providências dependem do Poder Público. Mas não só. É preciso que os investimentos levem em consideração o interesse de uma ampla gama de segmentos. Que precisam contribuir não apenas com propostas, mas com compromissos no campo econômico, com reflexos na árera social. Um sistema que privilegie a navegação, seguida do transporte ferroviário e por fim, o rodoviário. E não se pense que isto vai significar a redução do trabalho dos caminhoneiros.  Ao contrário, pois o entrosamento consolidará esquemas que levem em conta espaços próprios. As cargas, por exemplo, podem ser levadas a locais onde serão depositadas. A seguir, o transporte ferroviário a levará aos portos maritimos e fluviais. Ganham todos, inclusive a comunidade das cidades.

Uma coisa fica evidenciada. Se não houver um efetivo empenho na busca de soluções, os prejuizos serão de todos.

Transporte de qualidade é essencial para atender aos interesses de quem produz e de quem consome a produção.

 

Uriel Villas Boas - Coordenação da CSC/Baixada Santista

 

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