Uriel Villas Boas

Coordenador da Corrente Sindical Classista - CSC  da
Baixada Santista.

UMA DATA PARA SER LEMBRADA

 

Nesta segunda feira dia 28 de janeiro de 2008 está sendo comemorada uma data histórica. São passados duzentos anos da assinatura de um documento por parte de D.João VI, rei de Portugal, determinando que os portos brasileiros pudessem participar efetivamente do comércio internacional. E o porto de Santos cuja localização é privilegiada, passou a ocupar um espaço muito importante. Em todos os sentidos ou seja, tanto na movimentação de mercadorias importadas ou exportadas como também na cabotagem com mercadorias provenientes de outras e para outras regiões brasileiras. E também na entrada e saída de navios de passageiros. Mas há outros pontos que merecem ser mencionados. O porto proporciona um número expressivo de postos de trabalho. São algumas milhares de vagas para trabalhadores avulsos ou para aqueles que tem contrato de trabalho com o devido registro em carteira. É um reflexo positivo na área social, diminuindo o desemprego. E o porto contribui para as finanças de três municípios, ou seja, Santos, Guarujá e Cubatão. E nos últimos tempos o que não faltam são resultados positivos. A movimentação de mercadorias é cada vez maior. A atracação de navios de passageiros com o passar do anos não vai se limitar apenas às temporadas de turismo. A previsão é que em outros meses do ano também cheguem ao porto os modernos navios com milhares de passageiros, estendendo por vários meses os rendimentos de uma atividade cada vez mais movimentada em vários paises do mundo.

Como se pode perceber, o aniversário de duzentos anos merece uma comemoração. Isto é, merece ser comemorada a data. Mas em seguida, é preciso que todos aqueles que de alguma forma tem relação com a atividade portuária direta ou indiretamente, a reflexão sobre a real situação dos portos brasileiros. Cada um tem  sua característica, mas todos tem como principio básico uma legislação federal. E que não pode ser usada apenas em beneficio de alguns. Os trabalhadores precisam ser ouvidos em suas reivindicações, que são antigas. Enquanto se percebe a cada momento que os operadores tem seus interesses atendidos, vê-se o problema dos trabalhadores se avolumarem.  As condições de trabalho  e os valores pagos pelos serviços prestados,  o atendimento à saúde e as condições mínimas para a aposentadoria são alguns dos temas. Que não serão superados tão somente com o treinamento e a adaptação à operação de modernos equipamentos. É preciso que haja a negociação transparente e respeitosa entre trabalhadores e operadores.Afinal, ao longo desses duzentos anos os trabalhadores portuários das mais diferentes categorias, já demonstraram a competência necessária para serem ouvido, para terem suas reivindicações atendidas.

Uriel Villas Boas - Coordenação da CSC/Baixada Santista

 

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