Os duzentos anos da abertura dos portos
brasileiros que foi feita por um ato do monarca português D.João VI
mereceu algumas comemorações. O que é um fato muito normal. Mas uma
outra comemoração mais recente tem a ver apenas com o porto de Santos.
São os cento e dezesseis anos de fundação da Companhia Administradora
do sistema portuário. Nesse longo período o nome da empresa teve muitas
variações. De Cia Docas para Codesp, o nome atual, foram várias décadas.
E a direção, em todas as situações teve a participação efetiva do
governo federal. Agora a empresa passa por um momento de muitas
definições. Desde a aprovação da lei 8630 nos idos de 1993 muita coisa
aconteceu. Mas a mais importante ainda não se fez notar. É que em todas
as ocasiões foi levada em consideração fundamentalmente o interesse da
iniciativa privada. Que pressiona constantemente o Poder Público na
busca de implementação de ações que visam a beneficiar os
seus interesses econômicos . Os patrões estão organizados e fazem
pressão, inclusive contra os trabalhadores. Os fatos mais recentes
apontam para a busca da especialização da mão de obra, fazendo com que
os trabalhadores possam manobrar equipamentos cada vez mais modernos,
que tem muita semelhança com aqueles que são usados em portos de outros
países. Para tanto algumas viagens foram levadas a efeito, a última
delas, como foi amplamente divulgado, com a participação também de
dirigentes sindicais. O interessante em tal caso é que as iniciativas
levam em consideração apenas o porto de Santos, mas repercutirão nos
demais portos brasileiros. Dai fica a questão sem resposta.
Se as experiências técnicas embasam o
treinamento do trabalhador portuário, como fica a situação em termos de
direitos dos trabalhadores? Esta é uma questão que não pode ser deixada
de lado. E tem a ver tanto com os operadores, aqueles que receberam
autorização para operar os terminais portuários, como também com a
administradora. A atual direção da Codesp tem adotado alguns
procedimentos que merecem reparos e contestações, como no caso das
demissões de alguns empregados e a punição aplicada a um dirigente
sindical que também pertence ao seu quadro efetivo.
O aniversário da Empresa deve ser
comemorado de forma diferente, ou seja, com a mobilização efetiva dos
trabalhadores em suas entidades sindicais. E da comunidade, que tem no
porto uma espécie de patrimônio histórico. É uma forma de mostrar a
unidade necessária para que haja o devido respeito à classe operária
portuária.
Uriel Villas Boas - representante da CTB
- Baixada Santista
LEIA TAMBÉM:
O PORTO DE TODOS
CODESP SOB CONTROLE EXTERNO
A LUTA PRECISA SER UNITÁRIA
Porto: é preciso negociar
alternativas
VITÃO
A PRESERVAÇÃO DO MEIO
AMBIENTE E O NOSSO PORTO
MAIS CARGA, MENOS EMPREGOS
Modernização: como
enfrentar o problema?
PORTO DE SANTOS: NOVA DIRETORIA E VELHOS PROBLEMAS
CONTRIBUIÇÃO SINDICAL:
PROBLEMA E SOLUÇÃO
É PRECISO MUDAR
UM INTERCÂMBIO
MUITO IMPORTANTE
AS EXPERIÊNCIAS DA VIAGEM
À EUROPA
UM LINDO PRESENTE DE NATAL
A PRIVATIZAÇÃO É UMA
AMEAÇA
UM ANO COM MUITAS
PROPOSTAS
VAMOS DERRUBAR O VETO !
UM TRANSPORTE MAIS COMPETITIVO
UMA DATA PARA SER LEMBRADA
MAIS UM ANIVERSÁRIO
A NEGOCIAÇÃO É UMA PROVA
DE RESPEITO !!! |