Os aposentados brasileiros continuam esperando uma
definição de um critério para os reajustes de seus
proventos. E este detalhe é da maior importância ou
seja, a espera no caso é um fato negativo. Os
aposentados não podem ficar esperando que as coisas
aconteçam. É preciso ir à luta. Mais do que nunca fica
patente a necessidade de colocar em ação todas as
experiências pelas quais passaram quando estavam no
exercício das atividades profissionais. Todos os anos,
na chamada data-base da categoria, os
trabalhadores iam à luta. Comandados pelos seus
sindicatos, eram realizadas as campanhas salariais. Era
a forma de apresentar as reivindicações que seriam
negociadas com a classe patronal. Por que agora o
aposentado não apresenta suas reivindicações? E mais,
não participa de assembléias, de plenárias, de efetiva
mobilização? Não faz isto, mas sabe reclamar, sabe usar
com freqüência expressões como "tá tudo errado",
"ninguém faz nada", "ninguém vê nossas dificuldades".
Na Baixada há uma expectativa de mudar esse quadro. E
dar exemplo para outras regiões. Algumas reuniões foram
feitas na busca de uma Unidade, da discussão de um plano
de trabalho.
Na última Plenária várias
Centrais Sindicais estiveram presentes, superando
divergências de encaminhamentos. E apontando alguns
caminhos, entre eles a realização de um Seminário para
debater com especialistas, parlamentares e assessores
jurídicos o quadro que se apresenta e as possibilidades
de mobilização. E de mandar recado para outras
entidades de outros Estados fazerem o mesmo. Não se
discute apenas a reclamação, mas sobretudo a busca de
saídas para um problema que já está na história, ou
seja, o desgaste salarial dos aposentados.
Há uma perspectiva muito
favorável nos encaminhamentos que estão sendo dados.
Uriel
Villas Boas - Representante da CSC - Baixada Santista