Os trabalhadores dos
portos brasileiros vão fazer uma greve de 24 horas no
próximo dia 16 de julho. É um fato marcante pois é uma
demonstração de unidade na luta e o inconformismo diante
das dificuldades que eles estão enfrentando. E que
sempre estiveram presentes no dia a dia de todas as
categorias. Os operadores portuários estão sempre
buscando aperfeiçoar não apenas os equipamentos mas
também as formas de explorar o trabalho de uma mão de
obra competente e que tem papel importante no aumento do
movimento de todos os portos, como pode ser atestado
pelo volume de mercadorias que são movimentadas. Mas a
paciência tem limite. E a greve é uma forma de mostrar
que os trabalhadores não estão dispostos a ficar fazendo
concessões. Eles exigem o reconhecimento de
reivindicações como a inclusão dos avulsos dentro e fora
da área do porto organizado e também o direito à
aposentadoria especial. E manifestam seu inconformismo
às mudanças que a Antaq pretende implementar e que
afetará as atividades de todos os portos brasileiros.
Como se pode perceber, os
portuários mostram que conhecem seus direitos e também
estão preocupados com os reflexos da legislação sobre
uma atividade fundamental para o destino da nossa
economia.
TGG, PROBLEMA
SOLUCIONADO
A requisição de mão de
obra pelos operadores portuários é uma determinação
legal que constantemente causa problemas. É que muitas
empresas buscam alternativas, como a contratação de mão
de obra, desprezando a requisição de avulsos. Pelo menos
em relação ao TGG- Terminal de Grãos do Guarujá, o caso
foi solucionado. Uma ação judicial do Sintraport e a
intervenção da direção da Codesp junto à Secretaria
Especial dos Portos levou a uma negociação e a questão
foi resolvida. O TGG assumiu o compromisso de requisitar
trabalhadores avulsos. Uma vitória importante dos
trabalhadores portuários.
QUEM LUTA VENCE
Nos dois casos acima a
conclusão é amplamente favorável aos trabalhadores
portuários.Que mostram mais uma vez a importância da
unidade na luta operária, onde divergências pessoais e
políticas são superadas através do debate. O que é
importante é o respeito aos direitos dos trabalhadores.
Colaboração de Uriel
Villas Boas - CTB - CSC Baixada Santista
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