Os portos brasileiros
estão em fase de expansão na movimentação de cargas.
Apenas como exemplo pode ser citado o porto de Santos,
que no ano passado atingiu uma marca histórica de 81
milhões de toneladas. E mesmo assim porque ainda não foi
feita a dragagem necessária para aumentar o calado e
permitir que navios de maior porte adentrem o canal.
Quando a dragagem chegar ao final teremos mais
movimento. E não podem ser esquecidos projetos como o
terminal Barnabé-Bagres, que vai possibilitar o uso de
outra área disponivel, além daquelas que estão sendo
usadas.
Mas algumas questões não podem ser deixadas de lado.
Entre elas por certo, estão as relações com os
sindicatos de trabalhadores e as operadoras. As
inovações tecnológicas são constantes e cada vez mais
aperfeiçoadas, permitindo que as empresas tenham ganhos
com a rapidez na movimentação. Os navios ficam muito
menos tempo que anteriormente, pagando um valor menor
pela atracação. E a requisição da mão de obra também é
menor, reduzindo o potencial do mercado de trabalho.
Estão sendo feitos muitos investimentos na formação de
mão de obra e os trabalhadores poderão exercer a chamada
"multifunção". Mas mesmo assim ainda vagas serão
diminuidas. E as operadoras insistem em tentar a
contratação da mão de obra direta, o que se sabe, é um
grande risco, um grande problema para a classe
trabalhadora, pois em tais casos, o patrão dita as
regras de horários e comportamentos. e de remuneração.
Este é um desafio que precisa ser enfrentado pelos
sindicatos de portuários, superando divergências de
encaminhamentos e estabelecendo uma luta unitária. Sob
pena de grandes perdas, algumas irreparáveis. O nível de
discussão deve superar alguns problemas, na
demonstraçaão de
que o interesse maior é dos representados. As direções
sindicais por certo saberão como atuar.
Uriel Villas -
Coordenador CSC - Baixada Santista - CTb
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