A guerreira da paz,
Irmâ Dolores não está mais entre nós No último
sábado de agosto a freira, natural de Gijon na
Espanha, que já estava há quarenta e dois anos no
Brasil, faleceu. E deixou órfãs não apenas as
centenas de familias de moradores do Quarentenário
em S.Vicente que com ela conviveram muitos anos
e que com sua liderança séria conquistaram muitos
avanços no campo social.Ficam órfãos também todos os
militantes comprometidos com as lutas operárias.
Irmã Dolores lutava
para que os mais humildes fossem reconhecidos como
seres humanos. Não adotava atitudes paternalistas,
ao contrário, estimulava a mobilização constante,
permamente. E que produziu resultados como a Escola
Profissionalizante que formou muita gente para
disputar uma vaga no mercado de trabalho com um
mínimo de preparo técnico. A Casa do Parto Davi
Capistrano foi outra importante vitória, permitindo
uma assistência adequada às gestantes da comunidade.
E também um restaurante popular, onde o preço de uma
refeição era adequado às posses dos moradores.
A convivência com Irmã
Dolores não era limitada aos moradores do
Quarentenário. Ela se identificava com as lutas dos
trabalhadores das mais diferentes categorias. E era
comum ve-la na porta de uma Cosipa, uma Petrobras ou
entre os portuários. Levava apoio direto,
incentivando as mobilizações na busca de conquistas,
de direitos mínimos.
O falecimento de Irmã
Dolores deixa um grande vazio entre todos os que tem
um compromisso de luta por uma socieda mais humana.
Num primeiro momento vai exigir muita reflexão que
por certo vai conduzir a conclusões como a aplicação
de todos os ensinamentos e exemplos que ela fazia
questão de mencionar.
O desafio é muito
grande mas sobretudo é o compromisso de todos nós e
é também a maior homenagem que pode ser prestada à
Irmâ Dolores. Que vai ser lembrada sempre.
Uriel Villas -
Coordenador CSC - Baixada Santista - CTb
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