A terceirização é um mal que atinge praticamente
todas as atividades. No serviço público
municipal, estadual ou federal, nas empresas
estatais e sobretudo na iniciativa privada está
presente o empregado de empresa contratada. Em
determinadas situações, o empregado terceirizado
faz tarefas de apoio à atividade principal de
quem contratou sua empregadora. Era assim, mas
hoje mesmo as atividades preponderantes já são
desempenhadas pelos terceirizados.. O servidor
público tem algumas garantias, assegurando sua
função, o mesmo acontecendo nas empresas
estatais. Mas na iniciativa privada há o risco
constante da perda da vaga, seja em razão de
algum possível crise como também em razão do
interesse do empregador em reduzir custos e uma
das primeiras medidas da classe patronal é
controlar os salários. Na maioria dos casos o
empregado da atividade preponderante tem um
salário maior. Que fazer diante desse quadro?
Esta é uma situação que exige uma grande
avaliação por parte da atual estrutura sindical.
Que de inicio já enfrenta uma dificuldade, pois
geralmente o trabalhador terceirizado não é
representado pelo sindicato da categoria
preponderante. É preciso fazer uma discussão em
alto nível, buscando a luta unitária levando em
consideração alguns pontos iniciais, entre os
quais, a mesma data-base para a renovação do
acordo coletivo e reivindicações como piso
salarial e outros direitos. Com isto não se
extingue de imediato o risco da terceirização,
mas se consegue avanços que levarão os
empregadores a avaliarem se vale a pena ou não
manter a terceirização. Uma coisa é patente, ou
seja, sem discutir alternativas os trabalhadores
perderão muitas conquistas. Este é mais um
desafio a ser enfrentado pelo movimento
sindical.