Uriel Villas Boas

Coordenador da Corrente Sindical Classista - CSC  da
Baixada Santista.

GREVE, A ARMA DO TRABALHADOR !!!

 
A greve é a grande arma da classe trabalhadora em todo o mundo. A paralização das atividades   causa prejuízos que os patrões querem evitar a todo o custo. E patrão no caso pode ser de empresa privada ou estatal. E também do serviço público. No caso da empresa privada o lucro é o grande objetivo. Nas empresas estatais está em jogo o resultado mas também o atendimento em atividades essenciais. E no serviço público é levado em consideração quase sempre, o atendimento à comunidade.

Atualmente duas greves chamam a atenção. No primeiro caso deve ser citado que os membros da policia civil do Estado de S.Paulo paralizaram as atividades depois da intransigência do Governo em atender as reivindicações que apresentaram há vários meses. De forma suscinta deve ser esclarecido que  a estrutura da policia civil exige através dos sindicatos que representam as várias funções o reconhecimento do trabalho que desempenham. E tem uma justificativa mais do que fundamentada, ou seja, o nível salarial do Estado mais rico da Federação é dos piores em termos de comparação com Estados cuja economia tem nível  bem menor. Os argumentos dos negociadores estaduais não são convincentes. No caso perde a comunidade, com o aumento da insegurança já que a policia civil tem como base essencial a investigação preventiva. Até quando essa situação vai perdurar? É a pergunta que a população de todos os níveis deixa para o Governo do estado responder.

Mas outra greve também merece ser devidamente avaliada. É a greve nacional dos bancários, cuja data-base de renovação do Acordo Coletivo é setembro. Estamos quase na metade do mês de outubro e a classe patronal ofereceu um percentual bem abaixo das pretensões dos trabalhadores. Que deram a resposta, parando as atividades mesmo sabendo-se que em cada agência bancária há todo um sistema repressivo.  Deve ser acrescido como argumento que a categoria bancária trabalha em estabelecimentos que apresentam resultados positivos, permitindo que os banqueiros possam apresentar uma proposta à altura dos rendimentos que auferem. E mantendo os resultados, os lucros sempre crescentes. De uma certa forma, a comunidade tem apoiado a luta dos bancários, manifestando compreensão com as dificuldades que encontra para algumas ações  diárias..

Nos dois casos citados fica a pergunta inevitável, ou seja, será que não falta nos dois casos a grandeza de atuação dos organismos que encaminham as negociações? Fica a impressão que há um esquema tentando desmoralizar a luta das duas categorias. Mas com todo o desgaste que possa ocorrer, uma greve sempre deixa questões a serem analisadas pelos trabalhadores, contribuindo para elevar o nível de politização.  

Uriel Villas Boas - CTB - Baixada Santista


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