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Uriel Villas Boas
Coordenador da Corrente Sindical Classista
- CSC da
Baixada Santista. |
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As campanhas salariais a cada ano
apresentam um quadro diferente. Os
trabalhadores quando buscam a
renovação do Acordo coletivo, uma
luta feita na data-base da
categoria, precisam estar preparados
para enfrentar todas as
dificuldades. Que sempre acontecem.
A classe patronal de todos os
segmentos produtivos, estatais ou
privados nunca aceita de bom grado o
avanço pretendido pelos seus
empregados. Em alguns casos é levada
em conta a situação financeira ou de
uma empresa ou de todo o setor
econômico.
Mas há
casos que merecem destaque pelo
inusitado do comportamento de quem
está negociando o Acordo. Em
primeiro lugar temos os bancários.
Com data-base em setembro, todos os
anos a categoria encontra
dificuldades com uma classe patronal
que não pode reclamar de seus
ganhos São públicos os resultados
positivos alcançados por todos os
bancos no período a ser negociado. E
este ano a categoria teve de
recorrer à greve, tanto na
iniciativa privada como nos bancos
estatais, para ao final obterem
alguns avanços econômicos. É uma
situação inexplicável, pois o
bancário contribui e muito para os
resultados que seus patrões auferem.
E deve ser acrescentado que é uma
atividade que está deixando de ser
atendida exclusivamente numa agência
bancária. Os caixas eletrônicos, as
lotéricas e supermercados já
substituem o bancário em alguns
procedimentos que diminuem o custo
dos serviços em favor dos
banqueiros. Outra categoria que
encontra problemas são os
empregados da Petrobras. É outro
segmento econômico altamente
rentável, cada vez aumentando o seu
potencial econômico e ganhos.A
data-base de renovação do Acordo
também é setembro, mas as duas
categorias fazem campanhas salariais
sem a unificação que seria uma
questão a ser avaliada. Se os bancos
e uma empresa como a Petrobras
sentissem uma unidade nacional de
seus trabalhadores o quadro poderia
ser muito diferente.
A
categoria bancária retomou suas
atividades. E agora os petroleiros
anunciam a possibilidade de
paralização. As demais categorias,
representadas pelas Centrais
sindicais poderiam fazer pressão
para que a crise tenha uma solução
sem mais demora.
Uriel Villas Boas -
Secretário sindical PCdoB - Santos - CTB
Baixada Santista
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