Uriel Villas Boas

Coordenador da Corrente Sindical Classista - CSC  da
Baixada Santista.

A CRISE PODE NOS ATINGIR


A crise que atinge a economia mundial é ainda motivo de muita preocupação. Em vários países se fala em medidas que possam diminuir os impactos. Cujo mal maior tem a ver com a redução do nível de emprego. E por consequência, no aumento dos problemas sociais. Os fatos mais recentes saíram do campo dos conglomerados financeiros. Estão em destaque agora os pleitos de grandes montadoras americanas, a Ford, a GM e a Crysler. Que antes eram chamadas de fábricas de automóveis, mas que com o passar dos anos, dividiram as responsabilidades com outros empreendedores, mantendo o esquema principal, a  montagem do produto final. Este fato é citado para abordar o risco que correm os trabalhadores de todo o segmento e não apenas das donas do nome dos produtos que são  fabricados e que fazem parte da história da indústria mundial. E temos ainda os fornecedores de aço, da borracha. É um assunto muito preocupante. No caso das empresas citadas o governo americano recebeu delas o pedido de liberação de 34 bilhões de dólares, para que não fechem as portas. No Congresso, a proposta foi reduzida para uma liberação de 17 bilhões. Mas a situação ainda não está definida. E consequentemente, milhares de trabalhadores estão empregados hoje. Mas não sabem o que pode acontecer amanhã. Merece ser citada a declaração de Paulo Krugman,ganhador mais recente do prêmio Nobel de Economia. Ele diz textualmente que a indústria automobilística dos EUA provavelmente vai desaparecer, pois não é mais sustentável pela economia atual. Como professor e pesquisador da Universidade de Princeton, suas declarações tem muita base. Ele não faria afirmações de forma leviana. E por conseguinte temos todos de nos preocupar não com o destino das fábricas ou de sistemas financeiros, mas sim com a implementação de políticas sociais de caráter abrangente. A crise deve servir de motivação para que sejam buscadas formas de distribuição de renda sem caráter paternalista. Mas que levem em conta o interesse da sociedade como um todo e não apenas de grupos, como sempre acontece nesse sistema capitalista que tem muitas formas de se defender. A mais recente delas é com a utilização do dinheiro público, o que não pode ser aceito passivamente. O debate se faz necessário, bem como o envolvimento de quem luta por um mundo melhor. 

Uriel Villas Boas - Representate da CTB - Baixada Santista

 


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