Estamos perto de
mais uma comemoração
de Natal. Que
deveria ser uma
festa da maior
amplitude. Mas
sabemos que não é
bem assim. E podem
ser colocadas
algumas questões
para servirem de
reflexão sem a
necessidade de
voltar muito no
tempo para discutir
a origem das
comemorações. Que ao
contrário do que
muitos pensam, não
atinge todas as
culturas no mundo. É
uma festa dos
cristãos, sejam
eles católicos,
evangélicos ou outra
denominação, que
comemoram o
nascimento de Jesus,
o filho de Deus,
como o denominam.
Mas mesmo os que não
professam o
cristianismo, tem
alguma vinculação
com as festas e
fazem alguma coisa
na data, no 25 de
dezembro. Mas há
muitos que não
comemoram. Não podem
fazê-lo.Suas
condições sociais
não permitem que
adquiram presentes
para seus amigos e
parentes. E nem
possam se reunir
para saborear as
iguarias que fazem
parte da
ceia, direito que
deveria ser
efetivamente de
todos. Afinal de
contas o próprio
Jesus defendia essa
igualdade. Esta é
uma questão que não
deve estragar o
Natal de quem pode
comemorar. Mas deve
servir para uma
reflexão sobre o
mundo no qual
queremos exercer o
nosso direito de
viver. Temos de
pensar como fazer
para que as
oportunidades de
emprego, de acesso a
uma habitação
decente, à educação
de bom nível, a um
relacionamento
fraterno e
amistoso estejam
presentes em toda a
sociedade. Não é
preciso fazer
auto-crítica sobre o
comportamento
habitual. Mas é
preciso pensar
grande, buscando
respostas e
sobretudo,
não recusando o
debate, a discussão,
a buscas de soluções
plausíveis. Não
devemos perder a
perspectiva de que
ainda vamos
conseguir essa
sociedade
igualitária,
onde cada ser humano
possa ter a
possibilidade de
exercer a cidadania.
E ter seus direitos
respeitados. Esse é
o grande desafio, na
busca de um Natal
que possa ser
efetivamente
comemorado.