A cada final de ano
os fatos se repetem.
O noticiário da
imprensa dá destaque
às compras de
presentes, ao
movimento nas lojas.
E ensina como
comprar o presente
adequado, que tipo
de bebida vamos
tomar levando em
conta o que vamos
consumir na ceia. É
um momento onde não
podem ser deixadas
de lado algumas
situações que
mostram uma
flagrante
contradição. A
primeira delas, por
certo, tem a ver com
o procedimento em
relação aos dizeres
bíblicos, onde o
Jesus Cristo dizia
textualmente que
somos todos iguais.
Mas não é isto que
se verifica não
apenas no Natal.E
não só no Brasil Mas
fiquemos nesse caso,
com os festejos
natalinos.
Dependendo do nível
social, temos festas
maiores e menores.
São comemorações,
distribuição de
presentes, comida
diferente daquela
que consumimos
habitualmente. E nos
esquecemos de que
perto de nós, às
vezes na mesma rua,
seres humanos não
estão preocupadas
com a festa, mas com
a sobrevivência.
Não fizeram a
escolha de qual tipo
de ceia, de bebida,
de sobremesa a
desfrutar. E nem
passaram perto de
uma loja para
escolher o presente.
Sua preocupação é
tão somente
conseguir um pouco
de comida. É claro
que isto não pode
balisar os
acontecimentos
natalinos. Mas pode
levar a algumas
reflexões. Como no
caso dos
procedimentos que
muitos adotam,
buscando de alguma
forma minorar o
sofrimento de seu
semelhante. Mas o
assunto exige uma
amplitude maior do
que a distribuição
humanitária de
presentes em
comunidades
carentes.É preciso
que se faça uma
avaliação sincera do
que pode e deve ser
feito para que
tenhamos uma
sociedade sem as
diferenças que
provocam reações,
que dificultam a
vida comunitária.A
colaboração de cada
um nos
encaminhamentos pode
dar uma visão
diferente da que se
nos apresenta.
Precisamos insistir
na luta pela
igualdade, pela
solidariedade
efetiva, que permita
que todos possam ter
as formas de
comemoração que
proporcionem o clima
amistoso que todos
devem procurar. E
que sabemos não ser
fácil de se
alcançar, mas é um
objetivo que devemos
procurar.Assim por
certo não
manifestaremos mais
esperanças, mas
certezas no ano
novo.
Uriel Villas Boas -
CTB- Baixada