A crise na economia
mundial,
desencadeada a
partir de
manipulações no
mercado financeiro
nos Estados Unidos
já chegou ao Brasil.
E mostra mais uma
vez o estilo
autoritário de quem
domina os meios de
produção. Em todos
os setores se notam
manifestações e a
busca de soluções
que favorecem os
interesses de
poucos.É fácil
encontrar exemplos
Como no caso da
indústria
automobilística. As
estatísticas mostram
que no ano passado a
produção brasileira
de veículos
automotores foi a
maior dos últimos
anos. O mesmo
acontecendo com as
vendas. No entanto
as montadoras, ao
primeiro sinal da
crise em outros
países já adotaram
algumas medidas
contra os
empregados. Muitos
deles foram
colocados em férias
coletivas. Outros
foram demitidos. E
os empresários
exigem medidas do
Governo na liberação
de créditos e
facilitações em
termos de impostos.
E também buscam
mecanismos de
flexibilização dos
direitos
trabalhistas. Esta é
uma posição
inaceitável e que
exige do movimento
sindical e também de
outros segmentos
sociais um
posicionamento
firme.
É preciso dar
respostas a esse
comportamento cheio
de hostilidades,
mostrando que se o
problema existe ele
deve ter um
enfrentamento que
não prejudique
apenas uma das
partes. Não se
conhece nenhuma
liberalidade da
classe patronal de
qualquer setor
produtivo quando os
resultados superam
as expectativas.Mas
quando os resultados
diminuem e sequer
chegaram ainda a
prejuízos, a pressão
se faz presente. A
atual crise é um
momento de reflexão
e da busca de
posicionamentos que
sejam soluções
amplas. É por estas
posturas que o
capitalismo não
consegue superar o
conceito negativo
que o coloca como
explorador ,
amplamente
denunciado por
sociólogos sérios há
algumas dezenas de
anos.
Uriel Villas Boas -
CTB - Baixada
Santista