Os
mais de cem mil
militantes das mais
diferentes
organizações
sociais de quase
todos os paises do
mundo que estiveram
reunidos na última
semana de janeiro na
cidade de Belém no
Estado do Pará
reafirmaram que "um
outro mundo é
possível." Esta é
uma frase muito
significativa e que
emociona a quem ali
compareceu e tem uma
visão de que não se
pode aceitar
passivamente o que
acontece de errado
neste vasto mundo. E
não se trata apenas
de fazer críticas e
cobranças.
A questão mais
importante no caso é
o debate de
propostas e
alternativas dentro
de uma visão
democrática, de
respeito às opiniões
contrárias. Mas com
a característica de
que do debate
surgirão
encaminhamentos que
balisarão os
comportamentos
sociais que de
muitas formas trazem
as mudanças que
queremos. E que
precisamos.
Vários foram os
debates dos temas
relativos ao meio
ambiente. Não foi
outra a razão para
que o Fórum que
começou suas
atividades em Porto
Alegre, desta feita
fosse levado para a
Amazônia, uma região
que sofre a
depredação de suas
riquezas como as
florestas, a água,
as perseguições às
tribos indígenas.
Nota-se no caso a
presença marcante de
multinacionais que
tem apenas o
interesse por
resultados
financeiros,
deixando de lado as
questões sociais. Há
muitas outras
manifestações, mas
uma delas pode
sintetizar a
importância do
Fórum Social
Mundial. É o fato de
reunir os
presidentes de
paises
latino-americanos
que apontam para uma
nova orientação
política, social e
econômica. E que na
plenária da qual
participaram fizeram
questão de reafirmar
seus propósitos em
relação a uma
política de efetiva
contestação ao que
sempre prevaleceu
nesta parte do
mundo. Lula do
Brasil, Chavez da
Venezuela, Lugo do
Paraguai e Correa do
Equador foram
ouvidos com atenção.
O Presidente Lula
esteve ausente de um
debate na
Universidade
Estadual do Pará,
onde os demais
colocaram as
questões sobre as
perspectivas de
integração popular
da América. E Chavez
foi enfático ao
dizer que "o
socialismo é o único
caminho. Mas ele não
pode ser cópia de
outras experiências,
tem de ser criação,
à partir da efetiva
participação
popular". A
conclusão é que o
Fórum Social mostrou
as alternativas de
luta por um mundo
onde a fraternidade,
a igualdade entre os
seres humanos seja o
objetivo primordial.
E vale a pena
repetir que "um
outro mundo é
possível".
Uriel Villas Boas -
CTB - Baixada
Santista