Uriel Villas Boas

Coordenador da Corrente Sindical Classista - CSC  da
Baixada Santista.

UMA VITÓRIA PARA SER COMEMORADA


O trabalhador portuário da nossa região merece muitos elogios. É uma categoria que atua num segmento econômico que tem relação direta com o desenvolvimento nacional. As cargas que passam pelo porto, chegando ou saindo do Brasil, tem reflexo direto com economia do país. E o portuário, nas várias categorias faz parte também da história de luta da classe operária. E isto vem desde o inicio da operação portuária,com a participação de imigrantes portugueses,espanhóis e italianos, que se juntaram a brasileiros de vários cantos e conquistaram grandes vitórias no campo trabalhista. Foram muitas conquistas que se estenderam para outras categorias de trabalhadores, num exemplo de que a classe operária não pode ficar esperando que as coisas aconteçam. O patrão tem seus interesses e faz tudo para conseguir resultados. Inclusive com a exploração da mão de obra, O portuário, como aconteceu em outras categorias também, percebeu que a luta não poderia ser de um mas de todos os operários. E com o envolvimento da comunidade, num apoio que é dos mais importantes. E que se fez presente, por exemplo, quando da greve no Governo Collor. De uma vez foram demitidos quase seis mil portuários, que retornaram aos seus postos por uma luta que contou com o apoio decisivo da então Prefeita Telma de Souza e também de outras categorias. Uma comissão foi à Brasília e as demissões foram canceladas. Mas em outra greve aconteceram mais de duzentas demissões, sendo iniciado uma longa batalha para que aquela arbitrariedade fosse cancelada. Isto está acontecendo agora, ou seja, os 30 primeiros anistiados já retornaram aos seus postos na Codesp. E segundo o Presidente do Sindicato dos Operários Portuários, Robson Apolinário, o retorno dos demais é uma questão de tempo.O fato mereceu uma manifestação para homenagear o espírito de luta desse pessoal. E o fato deve servir de exemplo, mais um, de que o trabalhador não deve desistir nunca, não deve aceitar as provocações de seus patrões e sobretudo, deve prestigiar o seu sindicato de classe.

Uriel Villas Boas - Comissão Nacional dos Trabalhadores Sidrúrgicos da CTB-Central dos Trabalhadores do Brasil

 

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