A duração da jornada de trabalho sempre foi motivo de preocupação da classe trabalhadora.Desde a revolução industrial que trouxe muitas modificações ao mercado de trabalho o problema surgiu de forma muito presente. Até então não existiam máquinas, o artesanato era predominante.Com as máquinas, surgiram as relações de trabalho, o emprego de mão de obra em jornadas abusivas. E motivou muitos movimentos operários.Um desses movimentos, ocorrido em 1886 , de grande envergadura, entrou para a história. E até hoje é comemorado em todo o mundo, à exceção dos Estados Unidos da América. É o dia 1° de Maio.dia da classe trabalhadora Com a luta, a jornada máxima diária foi fixada em 8 horas, num total de 48 horas semanais, seguido da folga dominical. Posteriormente na Inglaterra criou-se a chamada semana inglesa, com quarenta e quatro horas semanais. Agora o objetivo aqui no Brasil é que a jornada seja de quarenta horas semanais. É mais descanso, menos desconforto para os trabalhadores de várias categorias. Mas é muito difícil a conquista, que depende de aprovação de um projeto em tramitação na Câmara dos Deputados. E que foi motivo de mais uma manifestação conjunta das Centrais Sindicais. Mas nessa luta há um aspecto que não tem sido citado. É que muitas categorias de trabalhadores já contam com essa jornada, conquistada na luta. Esta é uma questão que mereceria mais discussão, de modo a mostrar aos trabalhadores que a organização no seu sindicato pode levar a um resultado positivo. O que não invalida a pressão ao Parlamento.E é inclusive um argumento para motivar a participação, fortalecendo as lutas operárias.
Uriel Villas Boas - Comissão Nacional dos Trabalhadores Siderúrgicos da CTB-Central dos Trabalhadores do Brasil