Os movimentos sociais e não apenas o movimento sindical passam por momentos de muitas dificuldades. E as razões são as mais diversas. Uma delas, por certo tem a ver com a presença de um ex-sindicalista no Poder maior. Esta é uma colocação que exige uma longa explicação mas de forma suscinta pode-se dizer que enquanto oposição, o discurso é um. Quando se ascende ao Poder, não é mais a oposição se manifestando é a ação a ser desempenhada é como situação . Surgem então as dificuldades e questionamentos. e sobretudo, a difícil montagem da estrutura necessária para comandar as mais diferentes atividades de um Poder Público da dimensão de um país como o Brasil. E não se pode deixar de lado que já existe uma ocupação de cargos nos vários setores e mais, a atuação oposicionista de quem perdeu ou não ascendeu ao Poder. Se faz presente também a falta de preparo para enfrentar os novos problemas. É uma das razões para que o movimento sindical seja levado a posicionamentos sem unidade. E sem conseguir a mobilização das bases. Esta é uma questão que exige uma profunda avaliação do militante sindical e que precisa passar por uma discussão entre suas lideranças, rememorando o tempo em que as lutas levaram a grandes conquistas. Mas havia mais unidade, mais ação conjunta. O que não acontece nos dias atuais. Enquanto isto a classe patronal age de forma inteligente, pressionando e conseguindo mudanças na legislação a seu favor.E visando atingir objetivos, prepara-se para enfrentar as mais diferentes situações Como no caso das negociações de acordos coletivos, onde é constante a classe patronal se apresentar em conjunto. E os sindicatos operários via de regra, estão divididos Ainda é tempo para que se faça uma reflexão e se pense grande. Por que não discutir, por exemplo, o envolvimento de setores engajados do movimento estudantil? Que está na busca de um futuro, através de cursos os mais diversos. Em parcela significativa, os conhecimentos adquiridos podem levar muitos desses estudantes a trabalharem no movimento operário. Com ou mesmo sem vinculação político-partidária. O que não é admissível é a omissão, a acomodação, pois precisamos evitar que em certo momento a tentativa fique frustrada e muito dificultada pelos avanços que a outra parte venha a conseguir.