Uriel Villas Boas

Coordenador da Corrente Sindical Classista - CSC  da
Baixada Santista.

MAIS UM ANO QUE TERMINA


O ano de 2009 teve algumas situações que merecem a devida atenção. No campo econômico o realce é crise econômica que teve reflexos muito grandes em vários países.. Alguns deles, a liderança do capitalismo mundial, onde se dá destaque a políticas econômicas pautadas em posições radicais e principalmente, contra qualquer tipo de estatização. E essas maiores potências econômicas usaram dinheiro público para salvar bancos e empresas em vias de falência. E a crise mereceu uma certa ironia do Presidente Lula, afirmando depois de avaliações feitas pela área econômica de seu Governo que o Brasil não seria atingido pela crise. No máximo haveria como que "uma marolinha". E isto se confirmou posteriormente. Mas é preciso ressaltar que algumas áreas empresariais  usaram o "clima" de crise e promoveram muitas demissões, como no caso da área siderúrgica. Que posteriormente mostrou que a suspensão de algumas exportações  não impediram o lucro, apenas diminuiu o seu montante. Na parte política foram várias as crises, com destaque para o envolvimento do Senador Sarney, chefe de uma clã que manda na política de seu Estado. Que resistiu às tentativas da oposição de afastá-lo da Presidência do Senado, onde ele permanece sem maiores pressões. E agora, para terminar o ano, o único Governador eleito pelo Dem, José Roberto Arruda do Distrito Federal, é denunciado pelas falcatruas com dinheiro público. E leva consigo uma equipe e vários deputados distritais. Como é maioria ampla naquela casa legislativa, ele desfiliou-se do DEM e vai continuar Governador por muito tempo ainda. Mas pelo menos não será candidato à reeleição E não pode ser deixado de lado a luta dos aposentados em relação ao reajuste dos proventos. Que leva em consideração duas situações, ou seja, a enorme parcela que percebe um salário mínimo e consequentemente tem um determinado valor de reajuste. E aqueles que percebem um valor maior e contam com um reajuste bem menor. E não pode deixar de ser citado que esses milhões de trabalhadores estão inativos em vários sentidos. Já não fazem mais parte do efetivo das empresas, mas também em número significativo não estão participando da luta pelo reajuste merecido E o mais importante, as entidades representativas de aposentados não conseguem estabelecer uma luta unitária.Nas quatro situações citadas fica evidente a necessidade de uma reflexão de tantos quantos tem algum compromisso de luta no campo social. É preciso estar preparado para enfrentar o poderio da classe empresarial, garantindo empregos e salários adequados. É preciso avaliar a participação nas próximas eleições, votando com consciência e mais, cobrando dos eleitos os encaminhamentos sociais condizentes com a sociedade que queremos.  E por fim, que aposentados e pessoal da ativa estejam presentes nas lutas, discutindo, avaliando propostas de unidade, um fator essencial para atingir objetivos. O que não impede a disputa por espaços, mas numa discussão fraterna, entre adversários, não entre inimigos. O inimigo da classe operária é o patrão. Por certo não faltarão oportunidades para a demonstração de compromissos classistas. Repetindo um chamamento, "o operário unido jamais será vencido"

Uriel Villas Boas  - Coordenação Nacional dos Metalúrgicos - CTB  -  dezembro de 2009
 


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