Os portuários santistas fazem parte da história do movimento operário brasileiro. São trabalhadores que exercem atividades diferentes daqueles que trabalham numa fábrica, numa loja ou em qualquer outro tipo de serviço. No porto tem de tudo, desde o burocrata, aquele que trabalha num escritório até a função mais simples, como a limpeza de equipamentos. No meio estão os conferentes, os vigias, os consertadores, guindasteiros, operários portuários, pessoal da administração e a maior categoria, os estivadores. E todos são representados pelo seu sindicato de classe. Mas há uma questão que precisa de muita atenção, ou seja, os trabalhadores estão representados em vários sindicatos, enquanto a classe patronal se reúne em apenas uma Entidade. E as campanhas salariais, embora os trabalhadores tenham reivindicações especificas, há pontos comuns. Mas há problemas na busca da unidade, que fortaleceria muito a luta. E ao que tudo indica, este ano isto poderá acontecer.. Já aconteceu uma plenária, onde representantes de todos os sindicatos estiveram presentes, trocando idéias, discutindo encaminhamentos. É claro que a superação de divergências leva algum tempo. Mesmo por que não se trata simplesmente de fazer jogo de cena. Este é um detalhe que precisa ser ressaltado. Além do mais, há questões jurídicas que não podem ser omitidas. Afinal de contas, as negociações serão feitas contra patrões que se reúnem em um sindicato e por certo, vai usar de todos os artifícios para não ceder à pressão dos trabalhadores organizados. Quem acompanha o movimento operário vai ficar torcendo para que a unidade se faça presente.