Os especialistas informam que o índice pluviométrico deste inicio de ano atinge um dos maiores percentuais em muito anos. E as constantes enchentes, os grandes alagamentos que atingem cidades de pequeno e grande porte mostram uma situação real, ou seja, o meio ambiente está dando um recado claro e definitivo de que é preciso discutir alternativas que preservem o que ainda resta em todas as partes do mundo. Há situações que qualquer pessoa de bom senso pode notar sem maior dificuldade. É o caso das ocupações de áreas de preservação ambiental. É um fato que tem a ver com o desnível social que leva pessoas de baixa renda a construir barracos em locais inadequados. Mas há também ocupações promovidas por empresas e pessoas de alto nível econômico, insensíveis com os problemas causados por suas atitudes irresponsáveis. Os exemplos de desrespeito ao meio ambiente são os mais variados e exigem avaliações que devem ter como ponto de partida a conscientização da comunidade e chegando a punições drásticas. As noticias de que teremos um futuro complicado em termos de saneamento e até de fornecimento de água potável não parecem preocupar quem joga lixo em qualquer lugar ou quem lava até calçadas sem o mínimo controle do consumo da água, que são procedimentos muito simples, e quando são adotados tem grande repercussão quando se trata de meio ambiente. Como se pode perceber, o tema é extenso, sendo várias as questões que podem ser citadas. Mas há dois pontos que não podem ser deixados de lado. Em primeiro lugar está o exercício da cidadania, que começa com a educação à partir da criançada, dentro de casa. Eles devem ser orientados em relação aos procedimentos que devem ser adotados a cada momento. E a comunidade precisa criar mecanismos para exigir do Poder Público em todos os níveis as providências necessárias em termos de investimentos em obras, em saneamento, mas de forma efetiva e não apenas em função de usar os procedimentos como publicidade enganosa. Isto é muito comum nas mais variadas regiões de nosso Estado, tentando mostrar o que efetivamente não está sendo feito. Quando a comunidade está politizada, participando dos encaminhamentos, o quadro é diferente. E permite pensar que ainda há formas de recuperação de tantos males causados à natureza, cuja preservação é da maior importância.