Uriel Villas Boas

Coordenador da Corrente Sindical Classista - CSC  da
Baixada Santista.

O FUTURO NOS PERTENCE!


A definição do nosso futuro como morador de uma cidade como Santos está caminhando para uma situação irreversível. Até agora temos noticias as mais diversas, sobre temas como o porto e os grandes investimentos que serão feitos, multiplicando em mais de três vezes o movimento atual, que já é muito grande. Não se pode esquecer outra questão transcedental, ou seja, o inicio da operação efetiva de exploração do chamado pre-sal. O petróleo o gás serão riquezas que aumentarão não apenas o setor econômico, mas tem relação direta com a área social, tanto em termos de empregabilidade como também em, investimentos em programas sociais à partir do uso dos royalties que são valores pagos como uma bonificação pelo uso da área de exploração Por sinal esses valores estão sendo disputados por alguns Estados que se julgam merecedores dos valores e deles fazem uso de acordo com o interesse de cada Governo. Em se tratando de um valor advindo da produção de uma Empresa do porte da Petrobras, ainda estatal na sua essência, os royalties devem ter um uso diferenciado, sem a coloração político-partidária.  E para a exploração será necessária a utilização de muita mão de obra, com a devida formação profissional. É uma questão que não pode ter protelação, sob pena das Empresas "importarem" profissionais de outras áreas. Há por fim uma questão que é essencial, ou seja, o planejamento do desenvolvimento urbano, pois o potencial de crescimento populacional é muito grande. São habitações para milhares de pessoas, exigindo saneamento básico, segurança, transporte e todas as demais questões relativas à convivência numa comunidade. Mas não apenas Santos será atingida pelos reflexos do crescimento portuário ou da área petroleira. Algumas indústrias no pólo industrial de Cubatão estão investindo em tecnologia e novos equipamentos, cujo funcionamento vai exigir a contratação de milhares de novos empregados. Este é um quadro alvissareiro, mas que tem desdobramentos que não podem ser deixados de lado. Não se pode ficar apenas com a euforia causada pelas noticias positivas. É preciso o envolvimento dos vários segmentos sociais para que o planejamento e as medidas a serem tomadas reflitam a posição de uma comunidade que se envolve com os problemas e busca as soluções. São procedimentos que demonstram  o conceito de cidadania que deve prevalecer, na busca de uma sociedade sem os problemas acarretados pela omissão.
O futuro que queremos, portanto, depende da participação efetiva de todos, cada um dentro de seus limites, mas sem a cobrança individual.

Uriel Villas Boas - Coordenação Nacional dos Metalúrgicos - CTB -   09.02.10
 


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