Uriel Villas Boas

Coordenador da Corrente Sindical Classista - CSC  da
Baixada Santista.

PRIMEIRO DE MAIO É O DIA DA CLASSE TRABALHADORA


Na  quase totalidade dos países do mundo  são feitas comemorações das formas mais diversas,na data que deve ser identificada como Dia Internacional da Classe Trabalhadora.

Este  é um feriado  que tem como objetivo principal prestar uma justa homenagem  aos denominados "mártires de Chicago" os lideres de uma greve realizada em 1886  nos Estados Unidos. A dura repressão na ocasião  fez com  que oito deles fossem condenados à morte e executados. O crime do qual foram acusados  é que eles organizaram  a luta contra o capitalismo explorador, exigindo melhores condições de trabalho e sobretudo,  a redução da jornada para oito horas diárias, uma regra que passou a valer como referência para os trabalhadores de todo o mundo.

A greve  foi realizada como uma  seqüência de outras lutas, algumas realizadas de formas isoladas e que não obtiveram muitos resultados. Não pode ficar sem ser mencionado que a classe operária já formava agrupamentos como ligas, associações e sindicatos,e tinham como objetivo claro a união de trabalhadores que discordavam do sistema de trabalho a que eram submetidos   pela chamada “revolução industrial”, implementada na Inglaterra. Até então, os trabalhadores tinham como atividade comum o artesanato, as tarefas individuais.

Com as fábricas, foram obrigados a trabalhar como empregados, com esquemas perversos de controle e jornadas abusivas A Internacional Socialista que foi  formada por intelectuais com visão operária,  buscava a  unidade dos vários segmentos  na busca de uma política que incluísse  alguns direitos fundamentais nas relações entre os patrões e os trabalhadores. E no Congresso realizado em 1989 a greve de Chicago foi debatida e decidiu-se que em justa homenagem  aos trabalhadores e principalmente aos seus líderes que pagaram com a vida a ousadia que tiveram ir à luta o Primeiro de Maio passaria a ser comemorado em todo o mundo.

Em 1895 pela primeira vez a data foi comemorada no Brasil e mais precisamente em Santos. E posteriormente se espalhou pelo país inteiro, com maior ênfase em algumas regiões com maior aglomeração operária das mais diferentes profissões. E em todas as manifestações, desde então e por muitos anos,  foram colocados os temas que tem  a ver com os objetivos das lutas de todas as categorias.São questões que envolvem  a geração de emprego, o nível salarial, as freqüentes demissões em  empresas de grande e pequeno porte e também as condições de trabalho, que em muitos casos oferecem riscos à saúde dos trabalhadores. E são questões que ainda hoje podem ser consideradas como essenciais. A cada avanço operário a classe patronal coloca alternativas que a favorece.

Como no caso da tecnologia ou das terceirizações. Dai a necessidade de se fazer uma avaliação concreta sobre a forma de encaminhar as lutas. É preciso que cada entidade, cada grupo político ligado ao movimento sindical tenha a sensibilidade de aceitar o debate, a discussão da possibilidade da ação unitária, na busca de elaboração de uma pauta de reivindicações  que represente a vontade de todos os trabalhadores.E no caso deve ser levada em consideração a certeza de participação do pessoal da ativa e também dos aposentados  Este é um grande desafio, que tem provocado muitas discussões. Mas só assim podem ser superadas as divergências que de alguma forma impedem uma luta que precisa de ampla mobilização. Isto tem de  acontecer para que  o Primeiro de Maio seja  motivo de efetiva comemoração. 

Uriel Villas Boas – Presidente da Asimetal –Associação dos Siderúrgicos e Matalúrgicos Aposentados da Baixada Santista e Coordenação Nacional dos Metalúrgicos da CTB.

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