Uriel Villas Boas

Coordenador da Corrente Sindical Classista - CSC  da
Baixada Santista.

APOSENTADO NÃO PODE FICAR SÓ ESPERANDO


A novela do reajuste das aposentadorias de quem ganha acima de um salário-mínimo chegou ao seu final. O Presidente da República sancionou o projeto aprovado no Congresso Nacional, elevando para 7.72% o valor a ser aplicado, com retroativo ao mês de janeiro deste ano. Mas isto por certo não acaba com um drama que é o valor que cada aposentado recebe ao final de cada mês.

Depois de longos anos o trabalhador encerra suas atividades na expectativa de gozar os benefícios que acumulou. Mas a cada ano vai acumulando a decepção causada pela redução dos valores. Se na ativa há reajustes a cada negociação coletiva, quando aposentado acontece justamente o contrário. Mas não adianta ficar imaginando soluções, esperando que o problema seja solucionado por iniciativa de economistas ou técnicos da área de previdência. Ou mesmo por uma ação política. Ainda mais se isto acontece sem que o principal ator, o aposentado, não tenha a participação efetiva. Basta ver o que aconteceu com o reajuste mais recente.

A Medida Provisória editada pelo Governo fixando um reajuste que está em vigor desde janeiro foi modificada no Congresso Nacional, que elevou o percentual, mas não atingiu o valor adotado para aumentar o salário mínimo. Mesmo assim muitos ficaram ansiosos para que o valor colocado no projeto fosse sancionado pelo Presidente da República, o que aconteceu no prazo limite. Isto não pode acontecer novamente. De uma vez por todas, o aposentado através de suas Entidades representativas precisa definir um projeto para a Previdência, a ser debatido posteriormente com os empregadores e o Governo. Isto nunca aconteceu e o trabalhador sofre com as medidas que são adotadas sem a sua concordância.

Algumas Entidades estão discutindo a questão na Baixada Santista e a proposta aprovada tem como meta a realização de uma Conferência Nacional reunindo todas as áreas do sindicalismo, da ativa e aposentados, com a presença de técnicos e especialistas de modo a elaborar um documento que contenha regras claras sobre a aposentadoria. E que leve em consideração os valores a serem pagos, a forma de reajuste anual, a recuperação das perdas já confirmadas e mais que discuta a formatação do fundo necessário. É preciso cobrar as dívidas de quem não recolheu os valores devidos e avaliar o uso de verbas como um percentual do pré-sal, lucros de determinadas áreas econômicas, loterias especificas, enfim, rendimentos a serem usados para a manutenção dos valores previstos para as aposentadorias. De uma vez por todas, é preciso não ficar esperando as coisas acontecerem. Afinal de contas, quem se cadastra tem de saber de quanto será o valor a receber depois de aposentado, como por sinal, já acontece com os fundos de pensão.

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Uriel Villas Boas - oabsp 242058 - fone 9111 9767 - Santos - S.Paulo
 

 

 
 

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