Uriel Villas Boas

Coordenador da Corrente Sindical Classista - CSC  da
Baixada Santista.

A HISTÓRIA NÃO VAI SE REPETIR !!!


Na primeira metade da década dos anos 60 o Presidente da República era o João Goular, eleito como vice do Jânio que renunciou logo depois de assumir o mandato. Seguindo a linha adotada pelo Partido Trabalhista Brasileiro, Jango, como era conhecido, deu inicio a um estilo de Governo que apontava para a participação efetiva do movimento sindical como um dos pontos de maior destaque. E as razões para esse procedimento eram muitas e variadas. A começar pelo fato de que as lutas operárias fossem constantes, aproveitando um momento político apropriado. E uma militância aguerrida, de linha de esquerda. E em determinado momento a impressão era de que efetivamente o movimento sindical caminhava para ocupar um espaço de destaque, buscando inclusive reformular a estrutura existente, aprovada ainda no tempo da ditadura Vargas. A direita reacionária juntou-se a militares golpistas. Que perpetraram o golpe que destituiu Jango da Presidência e instalaram a ditadura militar. Que perseguiu todos os movimentos sociais com característica de esquerda. Alegavam eles que havia uma "república sindicalista" no Brasil. A história agora se repete. E não como farsa, mas como um fato real. O candidato da oposição, o ex-governador paulista José Serra que na juventude foi líder estudantil e inclusive teve de sair do Brasil para não ser preso pela ditadura militar agora mostra as garras. E sem que consiga apresentar nenhuma proposta de Governo e mais, chegou a admitir de público que não é oposição mas um continuador do Governo Lula, faz declarações agressivas contra o movimento sindical. E cita, no estilo golpista, que temos de novo a "república sindicalista",dada as vinculações do Presidente Lula com a base sindical, do qual fez parte no inicio de sua vida pública. O oposicionista Serra que não deu a mínima atenção às reivindicações dos servidores públicos do Estado de S.Paulo, agride o movimento sindical de forma grosseira e reacionária. Não sem razão, as principais Centrais Sindicais brasileiras divulgaram um documento contra sua candidatura. E ele sabe que essa manifestação sindical tem reflexos no processo eleitoral. De qualquer forma, mais do que nunca se faz necessária a mobilização de quantos pretendem continuar na luta para que no Brasil se acabem as diferenças sociais. E o movimento sindical pode e deve desempenhar um papel importante, mobilizando os trabalhadores da cidade e do campo, para mostrar que efetivamente não se busca a vantagem pessoal, mas de toda a classe trabalhadora. E com reflexos em todas as camadas sociais do Brasil. Não será o desespero agressivo de um candidato sem programa de Governo que vai alterar o posicionamento das direções sindicais.

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Uriel Villas Boas - Secretário de Previdência da FITMETAL/CTB/CGTB - 15.07.10
 

 

 
 

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