Uriel Villas Boas

Coordenador da Corrente Sindical Classista - CSC  da
Baixada Santista.

O VALE TUDO DA ELEIÇÃO!!!


O período eleitoral deveria servir para que as várias tendências políticas apresentassem suas propostas, através daqueles que foram indicados para os cargos em disputa. Os candidatos aos Executivos mostrariam propostas e formas de encaminhamentos, fazendo críticas e observações sobre os procedimentos dos que atualmente estão nos cargos. Os candidatos ao parlamento, por sua vez, teriam a oportunidade de mostrar trabalhos que já executou ou projetos que defenderiam durante os mandatos. E nos dois casos, Executivos e Parlamentares teriam como base a linha política do Partido ao qual é filiado. Mas o que se nota a cada campanha é que isto não acontece. E temos uma questão básica, nosso procedimento eleitoral não considera algumas questões que já deveriam ter sido modificadas. Para começar, temos o caso do voto no candidato e não na legenda partidária. E quem tem nome mais conhecido ou conta com mais verbas, leva nítida vantagem. São conhecidos casos de pessoas que usam e abusam desse método. E tem alguns que chegam ao desplante de fundar partidos, que usam em seu interesse pessoal. Outra questão é que os candidatos representam todo o Estado, quando na realidade deveriam representar sua região. Isto pode levar a que regiões extensas e importantes não elejam nenhum representante. E para completar, são tantas as restrições que não se vê mais o debate direto. O eleitorado por sua vez, tende a se despolitizar, sem uma participação mais efetiva no processo. E os meios de comunicação também colaboram, denegrindo a imagem de todo o conjunto, quando na verdade a maioria da classe política é seria mas tem a limitação do sistema, como no caso os regimentos dos parlamentos, a estrutura de comunicação e o desestímulo às mobilizações. Que se reletem também nos sindicatos, nas associações de moradores e em outros organismos populares que nem sempre motivam o debate e a discussão de encaminhamentos. O que dá para perceber é que determinados segmentos não perdem a oportunidade e procuram candidatos que vão encaminhar questões de seu interesse. São procedimentos de classes empresariais visando a criação de leis de seus interesses corporativos, o que não acontece com a grande massa da população. Mas não se pode descartar alguns avanços, embora ainda tímidos. E quem tem compromissos com as lutas sociais tem de enfrentar os desafios e ocupar espaços. Como diz um ditado popular, "devagar se vai longe". E se muitas questões sociais dependem de organismos públicos, as comunidades mais diversas precisam ser motivadas a atuarem de forma organizada. A história mostra que isto é possível, embora não seja fácil.

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Uriel Villas Boas - Secretário de Previdência da FITMETAL-CTB/CGTB- Presidente da Asimetal - Santos

 

 
 

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