Núcleo do Porto 

28 de fevereiro, Dia da Resistência Portuária

A história de lutas da classe trabalhadora portuária de Santos tem, em 28 de fevereiro, seguramente, seu marco histórico. Em 1991, durante o governo Collor e após 22 dias de paralisação, termina a maior greve da história da Codesp, deflagrada contra o Governo Federal, que acenava com a privatização dos serviços portuários. Privatizar era uma tentativa de intimidar três categorias de trabalhadores, operários, guindasteiros e rodoviários que, mobilizados desde o inicio do mês, reivindicavam reajuste salarial e outros benefícios. No dia 18, o Tribunal Regional do Trabalho, julga o mérito da paralisação, considerada abusiva e decide por reajustes, em média de 33%, número que as categorias profissionais não aceitam e decidem pela continuidade do movimento. Na noite de 20 de fevereiro, os carteiros começam a chegar às portas das moradias dos portuários com os telegramas fatídicos, anunciando a demissão de nada menos que 5.372 funcionários. Mais da metade do contingente da empresa.

O caos social era iminente e a demissão desse contingente de trabalhadores representava o mais duro golpe na economia de Santos e região.

A Prefeitura de Santos, nas mãos de Telma de Souza, transforma-se numa espécie de QG do movimento dos trabalhadores. Raras vezes uma cidade portuária terá se unido, como Santos o fez, para defender seu patrimônio humano, na verdade, um contingente aproximado de 30 mil pessoas.

A Prefeitura lança medidas de emergência contra o desemprego, inicia gestões em Brasília e decreta estado de Calamidade Pública no Município face à resistência do Governo Federal em rever as demissões. O Fórum da Cidade (congrega segmentos representativos da comunidade) divulga manifesto em favor do entendimento e Câmara cassa o título de Cidadão Santista, outorgado na década de 1970, ao então presidente da Codesp, Paulo Peltier.

No dia 27 de fevereiro, milhares de pessoas promovem, na Praça Mauá, o ato público jamais visto na Cidade, em favor da readmissão dos trabalhadores, com o apoio do Fórum Sindical da Baixada Santista e de diversos segmentos da sociedade local.

No dia seguinte, 28 de fevereiro, a Cidade pára em uma greve geral.

O comércio fecha as portas em solidariedade.

No inicio da tarde, o Governo Federal através do Ministro Jarbas Passarinho telefona para Telma de Souza dizendo-lhe que podia suspender o estado de calamidade pública de Santos. O governo capitula e anuncia a manutenção dos postos de trabalho.

Entoando o Hino Nacional, os portuários retornam às atividades na tarde do dia 1º de março. Um a um, mão do lado esquerdo do peito, bandeiras tremulando, os trabalhadores adentram as dependências do porto, de cabeça erguida. A Prefeitura batiza “28 de Fevereiro” a escola municipal do conjunto residencial Athié Jorge Coury e sanciona a Lei nº 804/91, que institui, nessa data, o “Dia da Resistência Portuária”.

28 de Fevereiro de 1991. Dia memorável para uma cidade que honra sua história de resistências.  

28 de Fevereiro. Uma data que jamais será esquecida!  

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MISSA - 16 ANOS____________________________________________________

Visando sempre, a socialização das idéias e informações na busca de um mundo melhor, convidamos você e sua família, para a próxima atividade do Núcleo do Porto.               

28 DE FEVEREIRO - DIA DA RESISTÊNCIA PORTUÁRIA 

MISSA - 16 ANOS

MARCO HISTÓRICO DA LUTA DOS PORTUÁRIOS

DATA:  03-03-2007 – SÁBADO  HORÁRIO:  19:30 HS.

LOCAL: IGREJA Nª.Sª.APARECIDA - Av. Afonso Pena 614 - Bairro Aparecida 

Venha tomar um café conosco.

Compareça, sua presença é muito importante!         

 

 

 

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