Docas responsabiliza TCU e Governo

 

             O diretor administrativo-financeiro da Codesp, Mauro Marques, responsabilizou órgãos públicos, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público do Meio Ambiente, pela baixa aplicação dos recursos da União em projetos do Porto de Santos no ano passado. Segundo ele, a ‘‘fraca’’ participação do Ministério dos Transportes na solução dos impasses com esses órgãos também comprometeu a aplicação das verbas.
            A explicação de Marques foi apresentada um dia depois do deputado federal Márcio França (PSB-SP) ter divulgado um estudo sobre a execução das dotações orçamentárias pelas companhias docas. De acordo com o levantamento, realizado pelo Governo Federal e pelo Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), a pedido do próprio parlamentar, a União reservou R$ 106 milhões para o cais santista em 2006, mas a Codesp conseguiu usar apenas R$ 11,93 milhões (11,93%).
           Em âmbito nacional, o Planalto havia separado R$ 410,74 milhões para os portos, mas somente R$ 97,76 milhões (23,7%) foram aplicados em projetos.
  Para o diretor da Docas, a empresa não teve culpa por não usar a totalidade das verbas federais. Alguns projetos não foram executados porque ações judiciais emperraram a continuidade deles, argumentou. ‘‘A diretoria fez a parte dela, de licitar obras e assinar contratos. Mas não é culpa da diretoria se toda hora tinha um processo travando uma licitação, uma obra. A nossa parte foi feita. Mas se o TCU, o Ministério Público e os órgãos de Meio Ambiente param tudo, a resposta por esse suposto baixo desempenho tem que ser dada por eles’’, argumentou.
           A responsabilidade pela Codesp ter investido apenas 11,3% de recursos federais no porto deve ser dividida com o diretor do Departamento de Programas de Transportes Aquaviários do Ministério dos Transportes e presidente do Conselho de Administração (Consad) da Codesp, Paulo de Tarso Carneiro, afirmou Marques. Para o diretor, Carneiro poderia ter intermediado junto aos órgãos públicos os problemas que impediram a execução de projetos.
          ‘‘Não é culpa dele (Paulo de Tarso Carneiro). Mas como representante do Ministério dos Transportes e do Consad (conselho de administração da Codesp, presidido por Carneiro), ele poderia ter ajudado mais. Ficamos o ano passado inteiro implorando para a Consultoria Jurídica do Governo nos ajudar no bloqueio das contas da Codesp e não tivemos nenhuma ajuda’’, reclamou Marques.

Fonte:(A Tribuna)

 

 

 

 

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