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Porto
poderá operar 3 vezes mais
O Porto de Santos deve mais
que triplicar sua capacidade anual de movimentação de cargas
nos próximos dez anos, saindo dos atuais 110 milhões de
toneladas para 350 milhões de toneladas. O aumento leva em
conta a construção de novos terminais e a melhoria da
infra-estrutura do complexo santista, investimentos que
serão realizados no período e chegarão a R$ 1,5 bilhão.
A projeção de desenvolvimento do cais foi apresentada pelo
diretor comercial e de Desenvolvimento da Codesp, Fabrizio
Pierdomenico, durante o XXII Encontro Nacional de Entidades
Portuárias e Hidroviárias (Eneph), realizado entre os dias
21 a 23/03/2007, em Maceió, Alagoas. ‘‘É uma meta
pretenciosa, mas é possível de ser alcançada’’, ressaltou.
Entre os empreendimentos previstos, o principal será
Barnabé-Bagres, o novo conjunto de terminais que será
construído entre as ilhas de Barnabé e Bagres e aumentará o
potencial de movimentação do porto em 120 milhões de
toneladas por ano.
O estudo da Codesp também se baseia na construção e no
início das operações das instalações marítimas da Brasil
Terminais Portuários, que será implantada na área do antigo
Lixão da Alemoa, e da Embraport (do Grupo Coimex), na Área
Continental de Santos, nas proximidades da Base Aérea de
Santos.
Pelas projeções de Pierdomenico, em 2016, o cais santista
poderá movimentar 4 milhões de TEUs (unidade equivalente a
um contêiner de 20 pés), um incremento de quase 200% em
relação às operações realizadas no ano passado, quando
passaram pelo cais 2,44 milhões de TEUs.
Para atingir essa meta, Pierdomenico lembrou a importância
da ampliação do Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto de
Santos, administrado pela operadora portuária Santos-Brasil.
Graças a investimentos de mais de R$ 250 milhões, a empresa
conseguirá ampliar sua capacidade operacional anual dos
atuais 1,2 milhões de TEUs para 3 milhões de TEUs.
A estratégia elaborada pela Codesp também prevê a
instalação de dois novos terminais de contêineres na Margem
Esquerda (Guarujá) do porto, em áreas atualmente ocupadas
por favelas. ‘‘Teremos que dar uma solução naquela situação
com a Prefeitura de Guarujá e com o Ministério das
Cidades’’, afirmou o diretor comercial da Docas, se
referindo a ações para relocação dessas comunidades.
DRAGAGEM
Apesar dos planos de investimentos, o Porto de Santos só
conseguirá triplicar sua capacidade de movimentação se
contar com melhorias em sua infra-estrutura —
especificamente com a ampliação de seu calado dos atuais 14
metros para 17 metros, destacou Fabrizio Pierdomenico. O
empreendimento é necessário para o complexo receber navios
de grande porte (que precisam de um canal de navegação com
maior profundidade).
De acordo com o diretor, as empresas contratadas para
desenvolver o Estudo e o Relatório de Impacto de Meio
Ambiente (EIA-Rima) devem entregar seus relatórios até o
próximo mês de junho. Logo em seguida, os técnicos da
estatal pretendem iniciar o processo de licenciamento
ambiental do empreendimento.
Fonte: A Tribuna
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