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Companhias querem sair do PND
Dirigentes de companhias docas vão pedir ao presidente Luiz
Ignácio Lula da Silva, a retirada das autoridades portuárias
do Plano Nacional de Desestatização
(PND). O pedido faz parte da Carta de Maceió, elaborada no
mês passado, no encerramento do XXII Encontro Nacional de
Entidades Portuárias e Hidroviárias (Eneph), na capital
alagoana.
As docas foram incluídas no PND na gestão do ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso, que não concluiu o plano. O
pedido é válido para que os gestores portuários possam abrir
concursos públicos com maior facilidade, por exemplo.
Atualmente, as companhias são empresas consideradas em
processo de liquidação e, por isso, estão proibidas de
ampliar seus quadros de funcionários, apesar de
aposentadorias e falecimentos de empregados.
A reivindicação partiu de diretores das companhias docas de
São Paulo (Codesp), do Rio Grande do Norte (Codern), do Pará
(CDP), da Administração do Porto de Maceió e da Empresa
Maranhense de Administração Portuária.
O diretor da Codesp Arnaldo Barreto, um dos representantes
da Autoridade Portuária de Santos no Eneph, explicou que
quatro temas — além da exclusão do PND — farão parte do
documento. São eles: a quitação dos passivos financeiros,
agilização de licenças ambientais, qualificação de
profissionais dos portos e ajuda financeira para resolver os
problemas financeiros do Portus, o fundo de pensão dos
portuários.
‘‘Cada porto tem a sua reivindicação e sua necessidade. Mas
nos unimos para formar uma pauta única, que vai atender a
qualquer porto do sistema nacional’’, explicou Barreto.
Os dirigentes das empresas ainda não têm data para a reunião
com Lula, mas vão procurar os assessores do presidente nas
próximas semanas. A idéia de um encontro partiu do próprio
presidente, em fax enviado à Administração do Porto de
Maceió, um dos anfitriões do XXII Eneph. Apesar de não
comparecer ao evento, Lula foi homenageado com o prêmio
personalidade do setor portuário em 2006.
Fonte: A Tribuna
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