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Governo
negocia apoio do BID
Governo Federal desistiu da parceria com as autoridades
japonesas para a realização dos estudos de viabilidade do
projeto Barnabé-Bagres, que prevê ampliar em mais 120
milhões de toneladas anuais a movimentação do Porto de
Santos. Agora, a execução das análises está sendo negociada
com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a
expectativa é que o acordo seja concluído ainda neste
semestre.
A mudança de plano foi anunciada pelo secretário-executivo
do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira
Passos, durante a abertura do 4º Fórum Fiesp de Logística,
na Capital. O acordo com os japoneses vinha sendo debatido
há pelo menos dois anos.
De acordo com o secretário-executivo, que até o mês passado
era o titular da pasta, as negociações com o governo japonês
‘‘não resultaram em entendimentos’’ e, por isso, a opção foi
abrir discussão com o BID. ‘‘Tivemos essa oportunidade e
estamos mantendo relacionamentos’’, afirmou, ao revelar que
o mais provável é a formação de uma parceria para custear os
estudos de viabilidade ambiental e técnica.
Perguntado se o acordo com o governo japonês seria reatado
num eventual desentendimento com o BID, o ex-ministro dos
Transportes respondeu: ‘‘Neste primeiro momento está
descartada essa possibilidade’’, evitando dar mais detalhes
sobre o assunto.
Passos previu que as tratativas com o Banco Interamericano
devem terminar ainda neste semestre. E os estudos iniciados
logo na sequência.
O representante da União destacou ainda que o projeto
Barnabé-Bagres não foi inserido no Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) porque não havia definição sobre os
estudos, imprescindíveis para a confirmação da viabilidade
técnica.
PROJETO
A proposta do Barnabé-Bagres visa oferecer uma alternativa à
falta de áreas operacionais no cais santista que, a cada
ano, em virtude do aumento da movimentação, se torna mais
evidente. O projeto prevê a abertura de cerca de 6 milhões
de metros quadrados em áreas, montante semelhante ao espaço
das duas margens — Santos e Guarujá — do complexo, que
juntas somam 7,7 milhões de metros quadrados.
O novo porto deverá ser instalado entre as ilhas que dão
nome ao projeto, no Largo Santa Rita, na Área Continental de
Santos. O principal obstáculo, consideram especialistas, é o
impacto ambiental que a obra deverá proporcionar naquela
região, basicamente de manguezais
Fonte: A
Tribuna
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