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Mundo
terá 9 bilhões de pessoas em 2050, diz ONU
O mundo terá em 2050 cerca de 2,5 bilhões de
habitantes a mais do que hoje, elevando o total de moradores
do planeta a 9 bilhões, estima um relatório da Organização
das Nações Unidas (ONU) divulgado no último dia 27/05.
E até 2030, cinco bilhões de
pessoas viverão nas cidades, o equivalente a 60% da
população, disse o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).
No ano em que o mundo
ultrapassa uma marca de mais de 50% de seus 6,6 bilhões de
moradores vivendo em centros urbanos, o UNFPA dedicou seu
relatório anual Situação da População Mundial 2007 ao
tema da urbanização.
O crescimento urbano ocorrerá
quase que exclusivamente no mundo em desenvolvimento, onde
em 2030 viverão 80% da população das cidades, disse a ONU.
Em 30 anos, a população urbana
nos países ricos aumentará em apenas 100 milhões de pessoas,
o equivalente a 11% da população urbana atual nesses países
(veja quadro).
Na América Latina, 200 milhões
de moradores urbanos adicionais até 2030 significarão um
aumento de 50% em relação a hoje.
Já na Ásia e na África,
carros-chefes do crescimento das cidades, a população urbana
dobrará neste período.
Com as cidades desses
continentes crescendo ao ritmo de um milhão de habitantes
por semana, quase sete em cada dez cidadãos urbanos serão
asiáticos ou africanos em 2030, previu o estudo.
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População urbana 2000/2030
(bilhões) |
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Ásia – 1,4 / 2,7
África – 0,3 / 0,7
AL e Caribe – 0,4 / 0,6
Desenvolvidos – 0,9 / 1
Total – 3 / 5
Fonte: Fundo para
População da ONU |
Favelas
O cenário de concentração do
crescimento urbano em cidades do mundo em desenvolvimento
fez o UNFPA alertar para a conseqüente explosão das favelas.
Atualmente, um bilhão de
pessoas vive em favelas, 90% das quais estão nos países em
desenvolvimento e 40% na Índia ou na China.
"Na África Subsaariana, a
urbanização tornou-se virtualmente sinônimo de crescimento
das favelas; 72% da população urbana da região vive sob
condições de favela, comparados a 56% no Sul da Ásia", disse
o relatório.
"A população de favelas na
África Subsaariana quase dobrou em 15 anos, alcançando cerca
de 200 milhões em 2005."
Para os
brasileiros, as favelas viraram a maior ilustração das
grandes cidades, com milhões de
habitantes. Mas o relatório
ressaltou que a maior parte do crescimento se dará em
cidades de menos de 500 mil habitantes.
"É preciso concentrar a
atenção onde o crescimento é maior", afirmou a
diretora-executiva do UNFPA, Thoraya Ahmed Obaid.
"Portanto, é preciso prestar
maior atenção às cidades menores, proporcionando-lhes
recursos como informação e assistência técnica (para encarar
desafios futuros)."
Obaid acrescentou que "a
urbanização é inevitável", e que o processo deveria ser "uma
força para o bem".
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"A batalha para alcançar a meta
de reduzir à metade a pobreza extrema antes de
2015 (parte das Metas do Milênio) se dará nas
favelas mundiais."
Thoraya
Obaid, diretora-executiva do UNFPA |
Migração campo-cidade
O relatório disse que o
crescimento urbano do futuro não se dará pela migração do
campo para as cidades, e sim pelo próprio aumento das
populações que já vivem nelas, e criticou políticas oficiais
de alguns países de proibir ou desencorajar a movimentação
do mundo rural para o urbano.
Tais políticas, hoje comuns,
por exemplo, na China, também caracterizaram a América
Latina nos anos 70.
"A transição urbana na América
Latina ocorreu apesar de muitas políticas antiurbanas
explícitas. De modo geral, a transição urbana foi positiva
para o desenvolvimento", observou o relatório.
"Uma
atitude proativa em relação ao inevitável crescimento urbano
teria minimizado muitas de suas conseqüências negativas,
particularmente a formação de favelas e a falta de serviços
urbanos para os pobres."
Fonte: BBC BRASIL |