TJ anula liminar que suspende tarifas do porto

Decisão autorizava os operadores portuários a depositarem em juízo a totalidade das tarifas devidas à Appa.

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) suspendeu na última terça-feira a liminar que autorizava os operadores portuários a depositarem em juízo a totalidade das tarifas devidas à Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). A decisão é do desembargador Abraham Lincoln Calixto.

A juíza da 2 Vara Cível de Paranaguá, Danielle Nogueira Mota, tinha autorizado o Sindicato dos Operadores Portuários (Sindop) a depositar em juízo as tarifas através de uma decisão do dia 8 de outubro. De acordo com a Appa, as tarifas portuárias representam 50% da arrecadação tarifária da autarquia. Entre janeiro e setembro deste ano, foram arrecadados mais de R$ 60 milhões com este tipo de cobrança.

O presidente do Sindop, Edson Aguiar, disse que o sindicato ainda não tinha conhecimento da decisão do TJ porque ainda não foi citado. Por esse motivo, ele preferiu não comentar a decisão judicial. A Appa informou, através da assessoria de imprensa, que os operadores portuários nem chegaram a depositar os valores em juízo porque a decisão da juíza Danielle Mota é muito recente. O primeiro depósito seria feito ontem. A administração portuária esclareceu ainda que o restante da arrecadação do porto é oriunda de arrendamento de áreas públicas e de aplicações financeiras.

De acordo com o despacho do desembargador Abraham Lincoln Calixto, no pedido do Sindop ''não se vislumbrou qualquer fato que pudesse produzir dano irreparável ou prejuízo de difícil reparação, caso a tutela perseguida fosse concedida somente ao final do processo, com oportunidade para ampla defesa e contraditório''.

Ainda segundo o despacho, ''ao conceder em parte a antecipação dos efeitos práticos da sentença, na verdade, a Juíza em nada modificou a situação existente, pois, a determinação de depósito em Juízo dos valores cobrados atualmente pela Administração Portuária, manteve intacto o vínculo de direito material existente entre as partes, em nada modificando a situação fática, pelo contrário, mantida a decisão nos termos em que foi lançada, os prejuízos dela advindos serão sentidos e absorvidos pela Administração Portuária, que se verá impossibilitada de acessar referidos recursos''.

O Sindop também tinha pedido que os valores das tarifas portuárias voltassem a ser os mesmos de 2001 e ainda que a Appa devolvesse o que foi pago após o reajuste. As tarifas do Porto de Paranaguá estão congeladas desde 2001 e a atual administração solicitou reajuste de pouco mais de 50%. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorizou um reajuste de 21,3%. O percentual foi aprovado pelo Ministério da Fazenda e agora depende de votação do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Paranaguá que deve acontecer neste mês de novembro.

Fonte: Folha de Londrina,PR

 

 

 

 

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