MRS dobrará movimento de Campinas a Santos

A MRS Logística planeja dobrar a movimentação de contêineres por ferrovia da região de Campinas e Jundiaí ao Porto de Santos, passando dos atuais 35 mil para 70 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) anuais até 2012. Esse crescimento será possível a partir da parceria firmada pela concessionária com o retroporto de Campinas da Libra Port, uma das empresas do Grupo Libra.

Por esse acordo, a MRS vai construir um ramal de 2.600 metros ligando a malha férrea da América Latina Logística (ALL) — que corta Campinas — à unidade local da Libra Port. A empresa ferroviária pode utilizar a faixa de domínio da sua concorrente graças a um dispositivo legal, o direito de passagem, que permite percorrer trechos de outra concessionária mediante o pagamento pelo uso dessa estrutura.

De acordo com o gerente de Negócios da MRS, Fernando Poça, para implantar a linha serão investidos R$ 4 milhões. ‘‘Esse é o recurso que será aplicado. O restante é investimento corrente em vagões, locomotivas, que são diluídos no plano de investimentos da empresa’’, destacou o executivo. Segundo ele, a Libra Port também deve disponibilizar recursos para equipamentos.

As obras do ramal começaram em novembro último. A expectativa é que ele esteja concluído até o próximo mês, permitindo ao novo corredor entrar em operação.

De acordo com Poça, os atuais 35 mil TEUs que sua empresa transporta de Campinas para Santos anualmente não incluem cargas da Libra Port, que passará a usar o serviço ferroviário a partir desse acordo. No primeiro ano de atividade do ramal, o terminal retroportuário deve embarcar 5 mil TEUs em vagões. No quinto ano, o volume deverá ser da ordem de 35 mil TEUs, o que dobrará o movimento da linha com destino ao Porto de Santos, informou o executivo da MRS.

REEFERS

Além dos 35 mil cofres do Interior para Santos, a concessionária MRS ainda pretende movimentar mais 3 mil contêineres reefers (refrigerados) nesse circuito. O volume virá principalmente de empresas exportadoras de carne.

O serviço de transporte de contêineres frigorificados terá início no final deste semestre, quando ficarão prontas as adequações nos vagões da companhia.

Poça contou que serão investidos entre R$ 150 mil e R$ 200 mil na adaptação de 30 vagões, que terão de receber uma capa de aço na plataforma. ‘‘A gente nunca fez esse tipo de operação, mas é um mercado gigantesco em que estamos apostando’’, concluiu o gerente.

 

Fonte: A Tribuna

 

 

 

 

 

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