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Porto privativo pode ter regra mais "flexibilizada"
Brasília - O governo deverá
flexibilizar as regras para a construção de terminais portuários privativos. O
secretário especial dos Portos, ministro Pedro Brito, disse que a idéia é
extinguir, por decreto, a exigência de um volume mínimo de carga própria que o
investidor tem de apresentar para ser autorizado a construir o terminal. Não vai
haver mais limite mínimo de carga própria, mas continuará havendo a necessidade
de alguma carga própria, porque essa é uma exigência legal, disse Brito, após
participar reunião na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
A medida atende a uma demanda dos produtores rurais. Atualmente, uma resolução
da Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) determina que a
autorização para construção de um terminal privativo só pode ser dada se a carga
própria do interessado for suficiente para justificar a obra. Brito lembrou que,
como a Lei dos Portos não estabelece essa limitação, a modificação pode ser
feita por decreto. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), uma das principais
lideranças da bancada ruralista no Congresso Nacional, disse que o fim desse
limite deve estimular os investimentos em novos terminais. ?Essa restrição não é
necessária, o investidor pode, por exemplo, usar com carga própria apenas 10% da
capacidade do porto, mas prestar serviços a terceiros e, assim, operar o
terminal com capacidade total. O risco é do investidor, porque ele vai gerir o
porto como um negócio terceirizado, disse a senadora, que participou do
encontro.
Na conversa com Brito, os produtores rurais também pediram ao governo que isente
as importações de fertilizantes e defensivos agrícolas do pagamento do Adicional
ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa equivalente a 25% do
valor do frete naval, cuja arrecadação é destinada a financiar a construção de
navios em estaleiros nacionais. A proposta está entre as emendas apresentadas
pela bancada ruralista à Medida Provisória 412, que trata da prorrogação do
Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura
Portuária (Reporto). Kátia Abreu argumentou que a cobrança da taxa de 25% sobre
o frete na importação dos fertilizantes representa, sozinha, 5% do custo da
produção de grãos.
Fonte: Jornal
do Commercio/RJ
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