Foram criados 204.96 novos
postos com carteira assinada, uma alta de 0,70% em relação a janeiro.
Destaque para os setores de Serviço (+74.441s) e Administração Pública
(+2,84%), maiores altas em termos absolutos e relativos, respectivamente
A geração de empregos formais no Brasil
segue em ritmo acelerado, batendo recordes mês a mês. Em fevereiro, foram
criados 204.963 novos postos de trabalho com carteira assinada,
possibilitando ao trabalhador benefícios como férias, 13º salário, além de
emprego e renda para circular na economia do país. Uma alta de 0,70% em
relação a janeiro deste ano e recorde em termos absolutos e relativos. Esse
é o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED),
divulgado hoje pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, em coletiva
em Brasília.
O saldo positivo entre as
admissões e desligamentos no mês de fevereiro foi 16% maior que o recorde
obtido anteriormente em fevereiro de 2006 (176.632 postos) e 38% acima do
saldo de fevereiro de 2007 (+148.019 postos).
"Esse resultado confirma a
minha expectativa de que em 2008 bateremos novamente o recorde na geração de
empregos. Acredito que o crescimento será de mais de 6%, com geração de 1,8
milhão de novos postos de trabalho. As pessoas estão acreditando e apostando
no Brasil, inclusive os brasileiros, que comemoram a carteira assinada, o
emprego e a renda no final do mês", destacou o ministro Carlos Lupi, durante
a coletiva.
No primeiro bimestre de 2008,
verificou-se o acréscimo de 347.884 empregos celetistas (+1,20%), aumento
que se revelou também o maior da série histórica do CAGED, sendo 32%
superior ao anterior que ocorreu em 2006 (+263.248 postos). Nos últimos 12
meses - ou seja, de fevereiro de 2007 a fevereiro de 2008 - O crescimento de
vagas é de 6,20%, o equivalente a 1.711.789 novos postos de trabalho.
Entre 2003 e 2008 foram
gerados 6.616.552 postos de trabalho.Todos os setores de atividade econômica
apresentaram desempenho positivo, com destaque para o de Serviços, Indústria
de Transformação, Construção Civil e Agropecuária.
Setores de atividade econômica
- O setor de Serviços, com saldo líquido de 74.441 postos (+0,65%), obteve a
segunda maior geração de empregos em fevereiro, sendo menor apenas que a
verificada em fevereiro de 2006 (+77.966 postos ou +2,42%). Tal
comportamento está relacionado à presença de fatores sazonais, como o início
do ciclo escolar, que propiciou a elevação de 2,95% na oferta de emprego no
Ensino (+31.489 postos), às atividades ligadas aos serviços administrativos
e técnicos prestados às empresas (Serviços de Comércio e de Administração de
Imóveis e Serviços Técnicos Profissionais ) que responderam pela geração de
17.015 empregos (+0,58%) e aos Serviços de Alojamento e Alimentação (+15.846
postos/+0,38%).
A Indústria de Transformação
gerou 46.812 postos de trabalho (+0,66%), o maior saldo para o mês de
fevereiro da série histórica do CAGED. Os ramos industriais que mais
contribuíram para esse comportamento foram: Indústria de Produtos
Alimentícios e Bebidas (+13.271 postos/+0,79%), Indústria Metalúrgica
(+7.101 postos/+1,00%), ambas com resultados recordes para o período,
Indústria Mecânica (+6.382 postos/+1,30%), revelando o segundo maior saldo,
superado apenas pelo ocorrido em fevereiro de 2000 (+8.641 postos) e a
Indústria de Calçados (+5.034 postos/+1,63%), que obteve a maior geração de
empregos para o mês em análise.
Seguindo o surpreendente
desempenho de 2007, a Construção Civil segue aquecida em 2008. Foram gerados
27.574 novos postos, o equivalente a alta de +1,76% em relação a janeiro. O
melhor desempenho em termos absolutos e relativos no período com base na
série histórica do CAGED.
O setor Agrícola foi
responsável pelo acréscimo de 25.239 postos de trabalho (+1,67%), saldo
recorde no período. Tal comportamento pode ser creditado às atividades
relacionadas ao Cultivo da Cana-de-Açúcar, do Fumo, de Outros Produtos da
Lavoura Permanente no Centro-Sul e da Soja.
A Administração Pública, com a
abertura de 15.276 vagas (+2,84%), apresentou o maior aumento absoluto e
relativo para o mês de fevereiro e o Comércio, que respondeu pela criação de
13.806 empregos (+ 0,21%), registrou desempenho mais favorável,
comparativamente ao ocorrido em fevereiro de 2007 (+11.764 postos ou
+0,19%).
"A produção no Brasil está
acompanhando o crescimento da economia e o crescimento da demanda,
empregando mais e eliminando a pressão inflacionária", afirmou Carlos Lupi.
Fonte:
MTE