
Posição
da CUT no Fator Previdenciário
O presidente da CUT Artur
Henrique defendeu no último dia 23/04, o fim do fator previdenciário e a
aprovação de uma política que vincule a valorização do salário mínimo a todas as
aposentadorias. "Nossa posição foi sempre contra o fator previdenciário, essa
criação tucana que penaliza os trabalhadores. A notícia de que o Senado aprovou
o fim do fator é motivo de alegria", afirmou Artur durante audiência pública
realizada na manhã do dia 23/04, na Comissão de Assuntos Sociais do Senado.
Artur foi taxativo também
quanto à extensão dos reajustes futuros do salário mínimo para as aposentadorias
que ultrapassam o piso previdenciário. "Não é justo que as coisas continuem como
estão. Todas as aposentadorias precisam de uma política enérgica de recuperação
de seu poder de compra", afirmou Artur.
Ambos os projetos, de
autoria de Paulo Paim (PT-RS), foram aprovados no último dia 10 pelo Senado. No
mesmo dia, a Direção Nacional da CUT estava reunida em São Paulo e já naquele
momento festejou a vitória parcial. Será necessário agora que o projeto siga
para a Câmara dos Deputados, onde irá a voto – ainda sem data definida – para
que entre em vigor.
Pela CUT, também
participaram da audiência pública o secretário-geral Quintino Severo e o
responsável pelo Escritório de Brasília, Carlos Henrique de Oliveira. O senador
Paim comentou, durante a audiência: "A presença de vocês aqui evidencia que o
movimento sindical sabe atuar de maneira autônoma e independente, e que tem
capacidade de união em temas cruciais para a classe trabalhadora". Artur
aproveitou a ocasião para defender que os senadores também trabalhem pela rápida
ratificação das convenções 151 e 158.
Antes da audiência, a CUT
organizou um café da manhã com deputados de partidos progressistas, em que, mais
uma vez, foi reiterada a necessidade de apoio e empenho a projetos de interesse
dos trabalhadores, como a redução da jornada, a 151 e a 158, a aprovação do fim
do fatos previdenciário e o combate ao projeto de alteração na CLT, em incubação
na Câmara.
CLT –
No último dia 23/04,
dirigentes da CUT também cumpriram agenda em Brasília, abrindo diálogo e
buscando apoio para consolidar projetos de interesse dos trabalhadores. No
início da tarde do dia 23, Artur, Quintino, o secretário de Finanças Jacy Afonso
de Melo, de Política Sindical Vagner Freitas, a diretora executiva Lúcia Reis e
Carlos Henrique compareceram à sede da Anamatra (Associação Nacional dos
Magistrados da Justiça do Trabalho) para debater formas de combate ao projeto
batizado pelo seu autor, Cândido Vacarezza (PT-SP), de "consolidação da CLT".
Foi unânime a conclusão de
que o projeto é inadequado e inoportuno, pois abriria um processo no Poder
Legislativo que colocaria em risco os direitos dos trabalhadores. Além de
reiterar a necessidade de o deputado Vaccarezza retirar o projeto, a CUT e a
Anamatra anunciaram que vão programar, junto com OAB e ANPT (Associação Nacional
dos Procuradores do Trabalho) um ato político e um debate, provavelmente no mês
de junho, para explicitar publicamente os riscos do projeto. Paralelamente,
seguem outras articulações políticas para impedir que o projeto veja a luz do
dia.
Aposentadoria especial –
Ainda no mesmo
dia, os dirigentes da CUT reuniram-se com o ministro da Previdência Luiz
Marinho, para entregar um abaixo-assinado pela volta da aposentadoria especial
para atividades de risco. O abaixo-assinado reuniu 17 mil apoios de
trabalhadores do setor de energia – gasistas e eletricitários. O abaixo-assinado
foi organizado pela Federação Nacional dos Urbanitários (FNU-CUT), representada
na audiência pelo secretário de Finanças Jesus Francisco Garcia, e por diversos
sindicatos filiados.
Na ocasião, os dirigentes
da CUT também reafirmaram a defesa do fim do fator previdenciário e da
necessidade de uma política de valorização das aposentadorias que recupere
rapidamente o poder de compra de todos os vencimentos.
Pela manhã, a delegação
cutista reuniu-se com a CNBB, quando conquistou o apoio e a participação da
entidade na campanha nacional pela redução da jornada sem redução de salários.