Vamos
defender o fim do fator previdenciário, a não ser que haja um processo de
apresentação de proposta [por parte do governo]. Estamos abertos para
a negociação', disse.
O
sindicalista argumentou que 'o fator previdenciário tem claramente um erro
na sua fórmula, porque dá um peso muito grande na expectativa de vida. Isso
faz com que ninguém saiba quando vai se aposentar e nem quanto vai receber
de aposentadoria'.
O governo
alega que não tem como arcar com os gastos que serão provocados pelos
projetos. Em reunião no último dia 24/04, com o Conselho Político, o
presidente Lula pediu aos líderes aliados que apontem fontes de recursos.
Para Artur
Henrique, é possível ter fontes de recursos se o governo mudar a política
econômica. 'Estamos defendendo que é possível construir alternativas,
inclusive no orçamento. Basta diminuir o superávit primário', defendeu.
De acordo
com Artur Henrique, os sindicalistas não discutiram o assunto com Lula. A
pauta do encontro foi a redução da informalidade no mercado de trabalho, a
recuperação da massa salarial dos trabalhadores na renda nacional e a
expansão da estrutura sindical. O debate foi conduzido pelo ministro
extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger.