Aporte
inicial de R$ 400 milhões; auditoria especializada para analisar
qual é a dívida real das patrocinadoras; pagamento em dia, a partir
de agora, das companhias docas e discussão de novo estatuto e de
como vai ser a participação dos trabalhadores na gestão e quais os
planos que poderão ser implementados para atrair novos trabalhadores
dos portos, como os empregados dos terminais portuários. Essas foram
as medidas anunciadas, no último dia 15/05, pelo ministro dos
Portos, Pedro Brito, para salvar o Portus, fundo de pensão dos
portuários, de liquidação.
Em reunião coordenada pela Federação Nacional
dos Portuários (FNP), na sede da CUT (Central Única dos
Trabalhadores), em Brasília, o ministro da Secretaria Especial de
Portos garantiu que "agora não há nenhum risco de ocorrer essa
liquidação do Portus".

O aporte financeiro, segundo explicou Pedro
Brito, será transferido para as companhias docas que o repassará
para o fundo de pensão. "Após a liberação desse aporte inicial,
nenhuma companhia docas poderá atrasar seus compromissos com os
participantes e assistidos do Portus".
Auditoria determinará as reais necessidades do
Portus, para, então, elaborar um plano atuarial de recomposição
integral do patrimônio do fundo.
O ministro Pedro Brito também ressaltou que,
desde o começo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entendeu que
a permanência do fundo de pensão é um direito dos trabalhadores.

O presidente da Federação Nacional dos
Portuários, Eduardo Lírio Guterra, esclareceu o que as medidas
adotadas pelo governo não significam nenhum privilégio para a
categoria nem uma concessão para o Portus. "O presidente Lula e o
ministro Pedro Brito", observa o dirigente sindical, "corrigiram um
erro cometido nos governos anteriores e honrou o compromisso da
União com o Fundo de Pensão dos Portuários".
Durante a reunião, o presidente da FNP
aproveitou para entregar uma placa de agradecimento ao ministro
Pedro Brito por suas realizações e pelo aniversário de um ano da
Secretaria Especial de Portos. Guterra ainda defendeu a importância
da luta da categoria: "precisamos sempre levantar a bandeira dos
trabalhadores portuários e assim avançar nas nossas conquistas".
Participaram da reunião em Brasília:
representantes sindicais dos portuários de todo o Brasil; José Di
Bella Filho, presidente da Codesp (Companhia Docas do Estado de São
Paulo); Clythio Raymond Speranza, presidente da Companhia Docas do
Pará (CDP); Angelo Baptista, presidente da Companhia Docas do
Espírito Santo (Codesa); um representante da Companhia Docas do
Ceará; Eduardo Celso de Araújo Marinho, presidente do Portus e ainda
representantes da CUT Nacional e da Anapar (Associação Nacional de
Participantes de Fundos de Pensão).
Com informações da assessoria de imprensa da
Federação Nacional dos Portuários