Obras do Ecopátio serão retomadas
O Grupo EcoRodovias, controlador da
concessionária Ecovias, retomou, no último dia 18/06, as obras de
ampliação do Ecopátio de Cubatão, um estacionamento regulador para
caminhões de cargas localizado no quilômetro 263 da Rodovia Cônego
Domênico Rangoni (antiga Piaçaguera-Guarujá). Embargada pelo
Tribunal de Justiça no dia 7 de abril, a obra será retomada porque o
Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a liminar do Tribunal de
Justiça (TJ) . Agora, não cabe mais recurso.
Com investimentos de R$ 92 milhões em melhorias e ampliação, o pátio
passará a ter 3.500 vagas estáticas (atualmente são 800) e poderá
receber mais de 10 mil caminhões por dia. Também estão previstas
obras de pavimentação, segurança, iluminação, instalações de cabines
(gates) de entrada, construção de novas áreas de apoio e de um
Centro de Controle Operacional informatizado que contará com um "Truck
Center", uma oficina de apoio ao caminhoneiro.
Adquirido em abril de 2006 pelo grupo EcoRodovias por meio da
transferência de um contrato de concessão firmado entre a Prefeitura
de Cubatão e o Complexo Intermodal Cubatão (Cincu), o Ecopátio tem
443 mil metros quadrados e é o maior estacionamento regulador do
País. Além dele, o Porto de Santos possui outros dois pátios
reguladores, o Rodopark, em Cubatão, com 600 vagas estáticas, e o
pátio da Libra, utilizado apenas pelos caminhões que seguirão para o
próprio terminal. Especialistas em logística consideram os pátios
reguladores uma boa solução para evitar congestionamentos na zona
portuária.
Nesses estacionamentos, os caminhões são cadastrados e liberados de
forma ordenada, de acordo com a capacidade de embarque e desembarque
do porto. O diretor-presidente da EcoRodovias, Marcelino Rafart de
Seras, explica que os estacionamentos trabalham com sistemas de
informação online interligados à Companhia Docas do Estado de São
Paulo (Codesp) e aos terminais portuários.
"Nós conseguimos neste um ano de operação do Ecopátio uma diminuição
do tempo de permanecia do caminhão, de oito horas e meia no ano
passado para três horas e meia este ano. Isto é uma diminuição do
custo Brasil e uma maior fluidez, um melhor desempenho dos
caminhoneiros.", afirmou Seras.
Fonte: Jornal do
Commercio (RJ)