Dez estados respondem por 91% das
exportações
Dez estados brasileiros foram
responsáveis por 91% dos cerca de US$ 71,8 bilhões exportados pelo
agronegócio nacional em 2008. A lista é encabeçada por São Paulo,
que vendeu US$ 15,7 bilhões, aumentando em 8,7% o valor exportado em
2007. Com esse desempenho, os produtores paulistas responderam por
21,85% de todas as vendas. Em seguida vêm o Rio Grande do Sul e o
Paraná. Os gaúchos exportaram US$ 10,6 bilhões, resultado mais de
20% superior ao de 2007, enquanto os paranaenses venderam US$ 10,2
bilhões, resultado 30% maior que o registrado no ano anterior.
Seguindo a lista, divulgada no último dia 06/02, pelo Ministério da
Agricultura, aparecem Mato Grosso (US$ 7,7 bilhões); Minas Gerais
(US$ 5,9 bilhões); Santa Catarina (US$ 5,1 bilhões); Bahia (US$ 3,3
bilhões); Goiás (US$ 3,1 bilhões); Espírito Santo (US$ 1,9 bilhão) e
Mato Grosso do Sul (US$ 1,7 bilhão). Alguns estados, apesar de
apresentarem valores bem menores, se destacaram no ano passado pelo
aumento expressivo das exportações.
O Estado do Piauí, por exemplo, vendeu para o exterior, em produtos
do agronegócio, cerca de 193% a mais do que em 2007, alcançando US$
129 milhões. O Tocantins, com US$ 154 milhões, superou em 93% sua
marca anterior, resultado pouco superior aos 91% de aumento
registrados pelo Distrito Federal, que exportou US$ 141 milhões.
carne de frango. O Ministério da Agricultura informou também que o
governo chinês já publicou a relação dos 22 abatedouros brasileiros
habilitados a exportar carne de frango in natura para a China. Esta
é a última etapa dos entendimentos, na área sanitária, para o
restabelecimento do comércio carne de frango in natura com a China.
É a consolidação de um mercado muito significativo para o Brasil,
afirmou, em nota, o secretário de Defesa Sanitária do ministério,
Inácio Kroetz.
Com a habilitação, que ocorreu no início de dezembro e foi
oficializada agora, o governo e os produtores brasileiros esperam
consolidar e expandir um mercado de que ainda não se conhecem as
dimensões, mas é apontado como o que mais cresceu nos últimos 20
anos. A partir dessa medida, as empresas brasileiras poderão iniciar
negociações com importadores chineses.
Fonte: Jornal do Commercio/RJl