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Procuradoria retoma ação contra portos paranaenses
O Ministério Público Federal (MPF) decidiu retomar
a Ação Civil Pública contra a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa)
e Instituto Ambiental do Paraná (IAP) por conta do funcionamento do Terminal de
Álcool do Porto de Paranaguá.
Suspensa desde abril para tentativa de solução
extrajudicial, a ação foi retomada pelo MPF com a alegação de má-fé da Appa nas
reuniões para a formalização de um termo de ajustamento de conduta para
solucionar o caso. |
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Fernandes: “Tentaram burlar o Judiciário e o Ministério Público”. |
A ação questiona a legitimidade do IAP para conceder o licenciamento ambiental
para o funcionamento do terminal e pede a proibição das operações com álcool no
porto até a remoção das famílias que residem em áreas ocupadas próximas ao local
do terminal, devido ao risco de acidente. Em novembro no ano passado, a Justiça
Federal concedeu liminar, proibindo as operações com álcool em Paranaguá.
Segundo o procurador da República em Paranaguá, Alessandro José Fernandes
Oliveira, a ação foi suspensa em abril por conta da disposição da Appa em
adequar a situação.
Segundo o procurador, duas reuniões foram
realizadas para tratar do ajustamento de conduta, mas, paralelamente a isso, a
Appa teria solicitado uma renovação da licença junto ao IAP e, até, requisitado
à Receita Federal autorização para embarcar álcool no último dia 23 de maio.
Assim, de acordo com a assessoria do MPF, o procurador descartou qualquer
possibilidade de acordo com a Appa porque considerou que a Administração dos
Portos agiu de má-fé ao alegar que a suspensão do processo também implicaria na
perda de eficácia da medida liminar solicitada pelo MPF na ação.
“Na prática, Appa e IAP tentaram burlar o
Judiciário e o Ministério Público, alegando, furtivamente, que a medida liminar
havia perdido a eficácia com a suspensão do processo, demonstrando assim atitude
contrária e desleal à essência das negociações, em manifesta atitude de má-fé
processual”, afirmou o procurador.
Através da assessoria de imprensa, a Appa informou que não irá comentar a
posição do procurador, mas alegou que a decisão judicial não foi descumprida,
uma vez que não houve mais embarque de álcool pelo terminal liminarmente
impedido de funcionar.
Fonte:Paraná on line