Consórcio reduz ritmo de reconstrução de
Porto de Itajaí
Responsável pela obra diz que aguarda pagamento do governo federal
O consórcio contratado para a
reconstrução do cais do Porto de Itajaí — parcialmente destruído com a enchente
de novembro de 2008 — reduziu a equipe que trabalha na obra.
À espera de pagamento e de alterações no projeto executivo da obra, a empresa
tirou esta semana duas das três balsas de operação e reduziu a três a equipe que
era de 10 engenheiros.
Parte dos 80 operários que atuam no canteiro de obras receberam aviso prévio de
dispensa. Menos de 30 devem permanecer trabalhando. As informações contrariam
declarações do ministro dos Portos, Pedro Brito, em entrevista publicada no
Diário Catarinense, na segunda-feira passada.
— A fase agora é a cravação das estacas, que vão a menos 50 metros de
profundidade. Esta obra está dentro do cronograma inicialmente previsto e deve
ser concluída em seis meses — disse, na ocasião.
O consórcio TSCC, formado pelas empresas Triunfo, Serveng Civil San e Constremac,
confirmou nesta quinta-feira que um processo de desmobilização na obra está
sendo adotado por conta de um débito do governo federal com as empresas, desde
março. O trabalho começou em fevereiro e, dos quase R$ 13 milhões aplicados até
agora, cerca de R$ 5 milhões foram pagos ao TSCC.
— O consórcio não pretende abandonar o porto, só não podemos continuar arcando
com os custos deste ritmo de trabalho — afirmou o engenheiro do TSCC, Paulo
Müller, gestor do contrato.
De acordo com estimativas do consórcio, cerca de 70% dos entulhos do cais
demolido foram removidos. As empresas previam, simultaneamente, preparar o
estaqueamento do solo, mas esperam desde abril a aprovação para o aumento das
estacas de 35 para 50 metros, a fim de garantir a estabilidade do novo cais.
Com as alterações necessárias aprovadas, o custo da obra subiria de R$ 174
milhões para R$ 220 milhões, e o tempo de execução de seis para oito meses, a
partir da retomada, segundo estimativas do TSCC.
O ministro dos Portos, Pedro Brito, afirmou, por meio da assessoria de imprensa
da Secretaria Especial de Portos (SEP), que as barcaças do consórcio TSCC estão
partindo porque a fase de remoção de entulhos está sendo encerrada para o início
da reconstrução do cais.
A SEP negou que haja problemas no repasse de recursos às empresas, informando
que o pagamento é feito à medida em que são apresentados resultados em cada
etapa. Brito irá se manifestar novamente sobre o assunto assim que houver uma
decisão sobre o pedido de alterações no projeto da obra. (JORNAL
DE SANTA CATARINA).