Venezuela diz ter a maior reserva de petróleo
do mundo
O governo da Venezuela afirmou no último dia 19/01 ter ampliado suas
reservas petrolíferas para 297 bilhões de barris, quantia que, se comprovada,
pode transformar o país na maior reserva de petróleo do mundo, superando a
Arábia Saudita.
"No final de 2010, tínhamos um nível de reservas de 217 bilhões de barris
e estamos, agora, no início do ano, em posição de certificar 297 bilhões de
barris", afirmou a jornalistas o ministro de Energia e Petróleo Rafael Ramirez.
Essa quantia é baseada em informações da estatal venezuelana PDVSA e das
empresas transnacionais que operam no país. No entanto, os números ainda
necessitam da certificação da OPEP (Organização de Países Exportadores de
Petróleo).
Topo do ranking
Se a reserva for certificada, a
Venezuela assume o primeiro lugar no ranking de países com as maiores reservas
do óleo no mundo, deixando atrás países como a Arábia Saudita, que possui 266
bilhões de barris, de acordo com a OPEP.
Do total de 297 bilhões de barris, 220 bilhões estão na faixa petrolífera
do Orinoco, cuja reserva estimada pode superar os 319 bilhões de barris e é
considerada a maior jazida petrolífera do mundo.
"A Venezuela continua ampliando sua base de recursos, diferente de muitos
países que já esgotaram seus recursos", afirmou Ramirez.
De acordo com o governo, quando o presidente venezuelano Hugo Chávez
assumiu o poder, em 1999, a reserva petrolífera do país era de 75 bilhões de
barris.
Desde então, o governo foi tomando paulatinamente o controle da estatal
PDVSA e em 2007 foi firmado o decreto de nacionalização dos hidrocarbonetos, que
determina a exploração do petróleo em regime de empresas mistas com capital
internacional.
Neste tipo de associação, o Estado venezuelano é o principal acionista e
quem determina o local de execução dos projetos de exploração. "Com essas
reservas e a esse ritmo de exploração, a Venezuela tem petróleo para mais 200
anos", afirmou Chávez na semana passada.
"Preço justo"
Com uma economia baseada fundamentalmente na exploração do óleo, a queda
dos preços do barril registradas durante a crise financeira afetou os ingressos
do país, o único dos países membros da OPEP que não registrou crescimento
econômico em 2010.
Para Ramirez, o "preço justo" do barril é de US$ 100. "Pensamos que o
preço deva chegar aí (a US$100) e não será preciso nenhuma reunião
extraordinária da OPEP para tratar deste assunto", afirmou.
O preço do petróleo nesta quarta-feira teve uma pequena queda e o barril
foi cotado em US$90,86
Ramirez disse ainda que a Venezuela não pretende incrementar sua produção
petrolífera nesta ano. "Nossa cota é de 3,11 milhões (de barris por dia), não
vamos passar disso neste ano"; disse.
Cifras da OPEP, no entanto, indicam que o país extrai diariamente 2,3
milhões de barris diários, quinto maior exportador de petróleo do mundo.
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Fonte:(BBC
Brasil)